Linense 1 x 2 SPFC: Cabeçada que mata Elefante



Foto: Rubens Chiri

Para explicar vitória do São Paulo por 2 a 1 sobre o Linense, pela 10ª rodada do Paulista, é necessário recorrer à anticrônica, ao acaso, ao imponderável.

Bem montado e com a disposição de quem luta para evitar o rebaixamento, o Linense foi para o tudo ou nada contra, abrindo o jogo e chegando com perigo na meta do São Paulo, que não conseguia se impor contra o pior time do campeonato.

Aos 37/1T, o Linense abriu o placar com Murilo, que recebeu no bico da grande área, conduziu a bola enquanto os marcadores ficaram assistindo e enfiou o pé no canto direito de Jean, que demorou um mês para pular.

Quando tudo se anunciava para mais um efeito-Ituano, aos 41/1T, eis que Cueva deu um passe em profundidade para Reinaldo, que entrou na esquerda enfiou o pé, sem ângulo, e empatou a partida.

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É evidente que, desde as saídas de Diego Souza e Nene da equipe, o São Paulo é um time com maior movimentação, porém, ainda falta organização. Cueva nem sempre estava centralizado com a função de articular entre o meio e o ataque, função que recorrentemente nas partidas estão ficando por conta dos volantes.

Hudson, novamente, jogou muito. Petros, novamente, jogou nada. Dorival, considerando a fragilidade do Elefante de Lins, poderia ter sacado Petros e colocado Nene, a exemplo, para ajudar na articulação pelo meio.

As melhores oportunidades e jogadas do São Paulo passaram pelos pés de Valdívia, que correu o tempo todo, movimentou-se, ora alternando nas pontas, ora ajudando na defesa, ora no meio. Jogou demais.

Mesmo com o empate o jogo permaneceu aberto. O lateral direito do Linense, Reginaldo, deu um calor na defesa são-paulina.

O segundo tempo chegou com mudança. Reinaldo sentiu cansaço e pediu para sair. Entrou Edimar. O São Paulo continuou na mesma toada desordenada, correndo, mas com muitas dificuldades para finalizar.

Buscando uma virada, aos 18/2T, Dorival sacou Cueva e colocou Nene. Aos 19/2T, tirou Marcos Guilherme, que correu, correu, correu, mas sem saber para onde ir, e colocou Diego Souza, para jogar mais recuado.

As duas alterações pioraram o time. Nene parecia não se encontrar em campo, sem saber se ficava pelo meio articulando ou se caía pelas pontas. Diego Souza também não foi o articulador que se esperava. As poucas e boas chances continuavam com Valdívia que, a cada partida, vem se tornando imprescindível para a equipe.

O empate seria o resultado justo na partida, mas quando o assunto é futebol, sempre o “Sobrenatural de Almeida” entra em campo para quebrar as verdades matemáticas dos placares.

Aos 47/2T, escanteio para o Tricolor, bola na área: Rodrigo Caio, que fez boa partida, subiu, enfiou a testa e a bola foi para o canto direito. Gol da virada, gol para mais três pontos importantes na tabela, considerando o macarrônico regulamento do Paulista.

Como sempre o discurso no São Paulo é de que o time está em evolução, premissa que nem sempre se sustentam com os argumentos dos placares, mas fato é que a verdadeiro parâmetro acontecerá na próxima partida do Paulista, contra o poderoso Palmeiras, no Allianz Arena.

Já o Linense, com a derrota, encaminha para o cemitério de elefantes, na A2 do Paulista…



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