Kingnaldo coroa a goleada do São Paulo contra o Corinthians



foto Rubens Chiri

Era uma vez, no reino do Morumbi, um rei chamado Kingnaldo, que numa disputa contra o Corinthians fora impiedoso e atingira duas vezes o gol adversário, coroando a goleada de 3 a 1 sobre o arquirrival.

Aguirre, sem poder contar com Everton na esquerda, escalou Edimar (que fez uma partida muito segura) na ala esquerda e colocou Kingnaldo no corredor, ajudando na marcação, mas com liberdade para chegar ao ataque. E foi assim que Reinaldo foi King por um dia na história do Morumbi.

Mas a vitória na batalha não se pode explicar somente pelo resultado final. É fato que no primeiro tempo foi um jogo parelho. O São Paulo entrou pressionando, mas não conseguiu passar pelo bloqueio do Corinthians, que equilibrou a partida e ainda teve chances reais de abrir o placar.

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Aos 19/1T, contra-ataque corinthiano, Marquinhos Gabriel cruzou, Arboleda rebateu para o meio da área, a bola sobrou livre para Jhonatas, que bateu à direita de Jean. Mesmo com toda pressão Tricolor, fato é que o Corinthians marcado.

Aos 28/1T, Nenê, no bico direito da grande área, bateu falta no canto, mas Cássio esticou-se e afastou o perigo. O São Paulo ameaçava nas bolas aéreas, em jogadas de escanteio ou bolas ou cobranças de falta alçadas.

O primeiro tempo terminou em empate, no entanto, a fábula de Kingnaldo estava reservada para o segundo tempo. A reviravolta da narrativa se alterara justamente a partir de uma jogada de bola parada.

Aos 10/2T, Hudson (que novamente foi um leão em campo), em jogada pela ponta direita cruzou e a defesa corinthiana coloca a bola, sem necessidade, para escanteio.

Nenê vai para a parábola, lança na área, Anderson Martins sobre no meio de três jogadores do Corinthians, mete a cabeça, a bola quica e vai em direção ao canto direito de Cássio. O zagueiro tricolor, outro se agigantando a cada partida, marca o seu primeiro gol com a camisa Tricolor.

Cinco minutos depois, aos 15/2T, o técnico Loss, aproveitando a contusão do volante Renê Júnior, decide abrir um pouco a retranca corinthiana colocando Jadson.

Um jogo mais aberto era tudo o que o São Paulo queria para seguir martelando por meio de jogadas construídas e não se limitando às bolas alçadas. Mas é bem verdade que os dois próximos gols do Tricolor, que constituíram a goleada, foram oriundos de duas falhas corithianas.

Aos 25/2T, Kingnaldo começa a escrever seu capítulo a parte na batalha. O goleiro Jean deu um chutão para o meio campo, a bola é disputada, sobe e Gabriel, muito longe da área do Timão, cabeceia para recuar…

Sem força, a bola não chega a Cássio e arma um contra-ataque, pegando a defesa corinthiana desatenta, o suficiente para Kingnaldo invadir as linhas adversárias pela esquerda, tirar o arqueiro, bater e assistir Henrique evitar o gol. Mas a bola volta aos pés de Kingnaldo, que diante de Cássio e Henrique na marcação, bate cruzado pelo alto e marca o segundo do Tricolor: um golaço.

Loss mudou novamente. Aos 27/2T, tirou Marquinhos Gabriel e colocou Maycon. Mas também não funcionou. O São Paulo dominara o campo adversário.

Dois minutos depois, aos 29/2T, Diego Souza já poderia ter ampliado o placar em cobrança de falta da entrada da área, que deixou Cássio estático, enquanto a bola sacudia o travessão.

Reinaldo encontrou espaços para chegar ao ataque e tornou-se opção devido a uma marcação o tempo todo na cola de Nenê, agora camisa 10 que, aos 35/2T, tentou um gol olímpico em Cássio. A bola tinha endereço, mas as mãos do arqueiro, também. Se faz esse gol, o Morumbi, lotado com 58 mil tricolores, iria abaixo.

Mesmo caminhando para o final da partida, a narrativa do Majestoso ainda tinha um parágrafo para Kingnaldo que, aos 36/2T, recebera a bola de fora da área, ajeitou, bateu de muito longe e viu a bola entrar rasteira, embaixo de Cássio, em um frangaço maiúsculo.

Aos 37/2T, com três a zero no placar, era o momento de entrarem novos personagens nessa história. Então Aguirre promoveu a estreia de Carneiro no lugar de Nenê. Valeu mais para voltar a pisar aos gramados.

Com a batalha perdida, os jogadores do Corinthians desequilibrados, começaram a entrar mais duro. Aos 43/2T, o árbitro errou em não expulsar Fágner, que deu duas pauladas em Liziero, quando tentava jogada pela ponta esquerda.

Porém, o erro maior da arbitragem aconteceu já nos 45/2T, quando Jadson lançou Jhonatas entre Arboleda e Anderson Martins, ajeitou escandalosamente a bola com o braço, encobriu Jean para atenuar a goleada.

Não havia tempo para mais nada. Na sequência o árbitro apitou e colocou um ponto final dessa história em que Kingnaldo foi Majestoso no reino do Morumbi.

Ainda que o lateral-ponteiro tenha se destacado com dois gols, há que se registrar as grandes atuações de Hudson e a dupla de zaga Arboleda e Anderson Martins (que abrira o placar e mudar o jogo), jogadores que dão uma estabilidade, um enorme equilíbrio à equipe do São Paulo.

O São Paulo soma mais três pontos, sai ainda mais confiante depois de vencer o arquirrival e vencer o líder do campeonato fora de casa, mas ainda tem duas batalhas duríssimas pela frente, todas em campos adversários, contra Grêmio e Cruzeiro.



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