Hernanes vale quanto pesa



Perus, maioneses, arrozes com uvas passas e rabanadas não cessam as movimentações do mercado da bola. Mas, para evitar azias e más digestões na próxima temporada, os clubes correm pela formação de um time minimamente palatável. O São Paulo sonha com o retorno de Hernanes, responsável – junto com a torcida – por ter salvo o Tricolor do maior vexame de sua história, que seria o rebaixamento do Brasileirão em 2017.

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A questão que se digere no pensamento é:- Vale o esforço e o dinheiro para novamente repatriar Hernanes, ainda que por empréstimo junto ao Hebei Fortune?

Vale, e muito. Ainda mais uma torcida que nos últimos 10 anos conquistou apenas um título e encontra-se como Papai Noel em noite de entrega de presentes.

Não só pelo excelente futebol apresentado, Hernanes é daqueles raros  jogadores decisivos em campo, mas que também melhora o entorno. Futebol não é só o placar, mas também ambiente e espírito vencedores.

Hernanes, no Hebei Fortune, chegou por empréstimo, recebendo R$ 500 mil por mês. Cifras inimagináveis para a maioria da população, no entanto, até comum no bilionário mundo da bola.

O investimento em Hernanes torna-se irrisório quando se comparado ao prejuízo evitado com uma queda para a segunda divisão, em que as cotas de patrocínios despencam.

Quando comparado, então, à enormidade de dinheiro rasgado em contratações que pouco ou nada renderam ao clube, torna-se centavos. Nesses tempos em que planilhas orçamentárias invadiram a grande área, então é preciso demonstrar aos novos torcedores-economistas, que não se avalia o custo de um jogador pelo salário, mas em relação ao que ele gera produz em campo e gera de receita.

Só para citar dois casos emblemáticos, Aderllan e Maicosuel, que nada acrescentaram à equipe e consumiam dos combalidos cofres do Tricolor, juntos, entre 500 e 700 mil reais em salários.

Mesmo com um time limitado em 2018, o São Paulo chegou a liderar o Brasileirão por oito rodadas, porém, deixou uma grande chance de conquistar o Nacional e afastar a ressaca de um ceia que já dura 10 anos, entre outros fatores, pela ausência de liderança no grupo em momentos cruciais.



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