Guarani precisa de 90 segundos para vencer o fut-shower do São Paulo



Foto Chiri SPFC

Antes do inicio da partida, o repórter da Sportv perguntou a Jardine se a partida contra o Guarani, depois do vareio contra o Santos, seria para mostrar que o time segue em evolução. Jardine respondeu: – Você tocou no ponto.

Porém, não deu tempo da TV esquentar as válvulas, com 1 minuto e 30 segundos, escanteio para o Guarani, cruzamento na área, Liziero não acompanhou William Matheus enfiou-se na área, meteu a cabeça e abriu o placar, em pleno Pacaembu, com 12.762 tricolores.

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O São Paulo de Jardine entrou em campo com: Volpi, Bruno Peres, Anderson Martins, Arboleda e Reinaldo. Liziero e Jucilei na volância. Éverton na esquerda, Diego Souza como centroavante e Pablo livre no ataque.

Com o gol a um minuto, o Guarani colocou até o índio-mascote na defesa. Se a proposta era se defender, foi eficiente.

Atrás no placar, restava ao São Paulo pressionar o Guarani. A equipe até que criou oportunidades no primeiro tempo, mas esbarrou na trave, em cobrança de falta de Reinaldo e em infinitas defesas do arqueiro Klever.

Se a entrada de Liziero melhorou o meio-campo, pois o volante avançava para o setor de criação e apareceu em jogadas pela ponta esquerda, em contrapartida, estranho foi ver Arboleda muitas vezes na lateral ou até mesmo como ponta direita.

Com 26/1T, Jucilei sentiu e teve que ceder lugar a Hudson, formando, por contusão, a dupla que todo torcedor idealizara com Hudson ao lado de Liziero, no entanto, a melhora foi pouca, o São Paulo continuou um time atravancado na transição.

O São Paulo, mais uma vez, era um time sem criação no meio-campo e sem conseguir furar o bloqueio de Loss.

Quando se esperava um São Paulo mais agressivo no segundo tempo, o que se viu foi uma equipe sem poder de reação. A partida arrastava-se, o Guarani defendia-se, até que, aos 18/2T, Jardine resolveu colocar Hernanes.

A esperança da entrada do Profeta transforma-se no colapso do São Paulo, porque Hernanes, que bem poderia ter entrado no lugar de Diego Souza, muitas vezes ocupando o mesmo espaço de Pablo, entrou na vaga de Anderson Martins. Jardine tirou o zagueiro, manteve “os dois centroavantes”, recuou Hudson para a zaga e o angu ficou completo.

Com o cronômetro avançando e o São Paulo perdido em si mesmo, aos 27/2T, Jardine sacou Helinho para a entrada de Nenê. Era pouco tempo, nada se encaixava, o Guarani se defendia.

Para completar o colapso tricolor, cinco minutos depois da entrada de Nenê, aos 32/2T, Liziero sentiu e teve que sair. Como já havia feito as três substituições, o São Paulo ficou com 10 em campo.

Sem criação, sem articulação, sem construção e com o desespero nos portões do Pacaembu, a partir de então o São Paulo começou a praticar o Fut-Shower, nomenclatura moderna para um futebol arcaico, o velho chuveirinho. Foram infinitos cruzamentos à área, sendo que apenas um quase deu certo, quando Diego Souza meteu a cabeça, Klever fez uma defesaça e no rebote o mesmo camisa 9 bateu para fora.

Se o mascote do Guarani é o índio, à esta altura da partida, verdade é que o São Paulo é quem era um time de índios em campo. Para completar o show do horrores do Pacaembu, os torcedores que resistiram ainda puderam ver, no último lance da partida com cinco minutos de acréscimos, Volpi partir desesperadamente para a área. Era a síntese do descompasso Tricolor.

O Guarani venceu o São Paulo por 1 a 0 e quebrou um tabu que durava desde 1997. Do outro lado, o Tricolor, que tem o São Bento pelo Paulista para depois iniciar a saga na Libertadores, considerando o futebol apresentado, caminha com a Córdoba no pescoço para enfrentar o Talleres, que já disse jogar a vida.

Na coletiva, Jardine lamentou-se a perda de um treino e citou a palavra evolução, que não se viu.



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