Ganso no Sevilla: como pode o Maestro valer mesmo que o japonês Hiroshi?



Sevilla comprou o japonês Hiroshi, do Hannover, por 6,5 milhões de euros: mesmo valor oferecido pelo Maestro Ganso

Sevilla comprou o japonês Hiroshi, do Hannover, por 6,5 milhões de euros: mesmo valor oferecido pelo Maestro Ganso

Chegaria o dia em que um clube europeu se interessaria pelo futebol de Ganso. Entre os altos e baixos do jogador, até que demorou, mas o dia chegou. O Sevilla coloca na mesa de Leco uma proposta inicial de 6,5 milhões de euros para contar com o Maestro.

O meia é objeto de desejo de Sampaoli. Ganso, que conhece os métodos do bom técnico, não só quer trabalhar com o argentino, como também sabe que esta é a oportunidade, o cavalo com arreio, selado, passando em sua vida, que lhe dará a oportunidade para mostrar seu futebol ao mundo, ainda mais considerando que o clube espanhol disputará a próxima Liga dos Campeões.

Os dias de Ganso no São Paulo parecem mesmo estarem contados.

Se por um lado não há estranhamento na partida de Ganso para o Sevilla, em contrapartida, os valores da negociação recolocam em discussão a que preço os nossos craques partem para a Europa.

O valor oferecido pelo Sevilla por Ganso são os mesmos 6,5 milhões de Euros que o clube espanhol gastou para contratar o jogador japonês Hiroshi Kiyotake, do Hannover (ALE). Mas não dá para comparar o futebol e o potencial de Hiroshi com o de Ganso.

Dificilmente o São Paulo conseguirá segurar o Maestro. A possível saída de Ganso expõe novamente a condição colonial dos clubes brasileiros que, sem dinheiro, tem de vender seus craques a preços simbólicos quando comparados às transações do mercado europeu.

No caso da venda de Ganso, o Tricolor, detentor de 32% do passe, ficaria com “apenas” R$ 8 milhões, dinheiro de praticamente 1 mês da folha de pagamento salarial do clube. Ou seja, nada.

Com nossos jovens jogadores saindo cada vez mais imberbes para a Europa, o Brasil, desesperadamente, há três anos passou a recorrer ao mercado sulamericano para repor suas peças.

Em um primeiro instante foram os argentinos, mas os “Hermanos” perceberam a movimentação do mercado brasileiro e passaram a elevar seus preços, fazendo com que os clubes brasileiros, agora, recorram, aos atletas de outros países como, a exemplo recente, o peruano Cueva, no São Paulo de Ganso.

A venda de nossos craques para outros mercados é inevitável, no entanto, os clubes brasileiros precisam se organizam pela valorização dos jogadores para evitar casos como o que está frente aos nossos olhos, em que um Ganso possui o mesmo valor de mercado – com o devido respeito – que o japonês Hiroshi.



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