Ficou barato…



Foto Cesar Greco

No dia em que se divulgou a ampliação da dívida do São Paulo, atingindo a casa dos R$ 434 milhões, o Palmeiras colocou mais 3 na conta negativa do Tricolor, que nunca venceu no Allianz. Foi um jogo de um só time, o Palmeiras, de Mano, que parece ter dominado a disputa desde o momento em que os times saíram do vestiário. Além dos 3 de hoje, mais um para a conta do clássico, em que o São Paulo perdeu 8 partidas no território alviverde.

Fernando Diniz escalou o São Paulo com Volpi, Daniel Alves, Arboleda, Daniel Alves e Reinaldo. No meio, Luan (Igor Vinícius), Tchê Tchê, Igor Gomes e Vitor Bueno (Hernanes), que caía também pela esquerda. À frente, Pato (Raniel) e Antony.

O Palmeiras dominou o meio-campo, principalmente com Felipe Melo. Enquanto o meio Tricolor deixava uma clareira para Deyverson e Dudu flutuarem com a liberdade necessária para pressionar o tempo todo a meta do São Paulo.

O massacre começou a tomar forma logo aos 11/1T. Dudu partiu para cima, disputou com Arboleda, que se enrolou, a bola sobrou para Deyverson, que bateu, Volpi defendeu, a bola subiu na medida para Bruno Henrique enfiar a cabeça e abrir o placar. Era o começo de um longo martírio Tricolor…

Com menos de 15 minutos de partida, tomando de um, o São Paulo não esboçou reação e assim se arrastou até o final da partida, mas teve mais.

Só dava Palmeiras, que poderia ter feito 3, 4 gols na primeira etapa. Do lado do São Paulo, apenas um lance realmente perigoso: um chute de Vitor Bueno, no mais, o melhor que poderia acontecer ao Tricolor seria ir para o vestiário ao final do primeiro tempo perdendo de apenas um tento.

Porém, antes de um possível ajuste de Diniz no vestiário, aos 41/1T, escanteio, Felipe Melo (marcado pelo pequenino Luan) subiu no meio da pequena área para testar e vencer Volpi. Neste momento o São Paulo já estava nocauteado.

Diniz sacou Luan, colocou Igor Vinícius na lateral direita e deslocou Daniel Alves para o meio. Não adiantou nada. Para não dizer que o São Paulo passou em branco, um chute de Pato, aos 5/2T.

A tampa do caixão chegou cedo, aos 11/2T. São Paulo cobrou escanteio, o Palmeiras recuperou a bola com Zé Rafael, que acelerou, cruzou o campo inteiro, abriu para Scarpa bater no canto de Volpi e colocar o prego final.

Depois disso, o Verdão ainda teve inúmeras chances, mas fato é que já nem forçava tanto. Em contrapartida, o São Paulo girava em torno de si, forçava entrar pelo meio muito bem fechado do Palmeiras e permanentemente terminava partindo do nada e chegando a lugar algum.

Com o jogo dominado, ganho de goleada e jogando fácil, Mano ainda sacou Felipe Melo para dar lugar a Thiago Santos; Marcos Rocha para entrada de Jean; e dar minutagem a William no lugar de Zé Rafael, outro que fez uma partidaça.

Os 3 estampados no placar não refletem o que de fato foi a partida. Ficou barato. Não é exagero dizer que o São Paulo se livrou de tomar um goleada ainda maior.

Enquanto o Palmeiras fez uma partida para tirar interrogações sobre o nome de Mano, do outro lado do muro, Diniz terá que refletir sobre o seu modelo de jogo e novamente a titularidade de alguns jogadores como Pato, que parece ter feito sua última partida em 2006…



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