SELEÇÃO | 8 de julho de 2014, o dia que ainda não acabou…



A derrota do Brasil, por 7 a 1 para Alemanha, disputando uma Copa do Mundo diante do seu povo não será apagada nunca

8 de julho de 2014, dia de semifinal de Copa do Mundo entre Brasil e Alemanha, no palco do novo Mineirão.

Naquela terça-feira incomum, surreal, o brasileiro saiu mais cedo do trabalho, muitos nem foram. Era dia de abano na brasa, churrasco, carne, linguiça, amigos, cerveja, batuque, cornetas, camisas amarelas, criançada gritando, expectativa, família reunida, ansiedade, televisão no quintal.

Muitos minutos antes da partida, com início às 17 horas, os céus se preenchiam de sons de buzinas dos carros, que atravessavam a cidade; os rojões deixavam loucos os cachorros, em uma imensa explosão de sentimentos. Afinal, era a nossa Seleção Canarinho que entraria em campo, para bater a Alemanha e chegar à final, dentro do nosso quintal.

17 horas, horário de Brasília. Depois de intermináveis minutos de espera, festa e ansiedade, a partida se iniciou no Mineirão.

Quando a bola rolou, ninguém no mundo imaginaria que naquele momento começaria a ser escrito com os pés o capítulo mais tenebroso na história da Seleção Brasileira de Futebol. Pior até que a derrota para o Uruguai, na final da Copa de 50, com 200 mil corações no Maracanã.

Nem bem as pessoas sentaram-se para ver a partida e, logo aos 11 minutos, os alemães fizeram 1 a 0. O gol surgira cedo demais, porém, nós somos o povo que tem a maior história no universo da bola. Diante de tantas dificuldades, o que nos sobra é superar as adversidades.

Não era bem assim. Numa sequência avassaladora, a Alemanha marcou mais quatro gols no primeiro tempo (23´, 24´, 26´ e 29´minutos), abrindo 5 a 0 no placar e arruinando o sonho de hexa em casa, diante do nosso povo.

No segundo tempo, os alemães, mesmo tirando o pé, até constrangidos com a vexame brasileiro, ainda fizeram mais 2, decretando 7, impondo nossa maior tragédia, nosso maior descompasso.

Naquela terça-feira, 8 de julho de 2014, nenhum mortal imaginaria que em apenas 90 minutos a Alemanha destruiria nossos sonhos e colocasse um espelho diante de nossa face, onde permaneceríamos até hoje nos perguntando sobre nossa identidade da bola.

Aquela terça-feira fatídica ainda não acabou, existirá para sempre na história da bola, será transmitida de geração em geração, de pai para filho, como lendas de um povo. Passaram-se dois anos dos 7 a 1, mas a verdade é que aquele dia ainda não acabou…



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