Empréstimo de Douglas à Chape representa mais um ato falho no São Paulo



Douglas: chegou em julho/16, jogou 7 partidas e foi para a Chapecoense.

Fora do contexto, a notícia de que o São Paulo emprestara o zagueiro Douglas à Chapecoense até pode soar como um ato normal, considerando que o jogador só atuou sete vezes na temporada 2017 e não estava sendo aproveitado pelo atual técnico Dorival Jr.

No entanto, quando se amplia a análise, o empréstimo de Douglas, em pleno mês de setembro, reta final da temporada, representa mais um ato falho da diretoria do São Paulo na formação do elenco.

Douglas chegou ao Morumbi em julho de 2016, credenciado como um jogador que conquistou a Copa do Brasil em 2011 pelo Vasco e, posteriormente, vendido ao futebol ucraniano, foi destaque no Dnipro. Como ninguém acompanha o campeonato ucraniano, para análise, vale mais o futebol praticado nos tempos da equipe cruz-maltina.

Verdade é que Douglas nem teve tempo para ser avaliado. Com apenas sete jogos na Carteira de Trabalho pelo São Paulo, é mais um que entra para a conta do desmonte promovido ao longo de 2017, é mais um jogador que entra na estatística dos que mal conseguem completa um ano no Morumbi.

Também há que se ressaltar: nas poucas vezes em que Douglas atuou com a camisa tricolor, não foi bem. Mas como avaliar e condenar um jogador por apenas sete partidas, sob o contexto de um time no início da temporada, em formação e, em um segundo momento, com o elenco em constante mutação, afundado na zona de rebaixamento?

Porém, muito além do questionamento do futebol apresentado pelo atleta, considerando o contexto do planejamento de um time de futebol, outras interrogações devem ser traçadas. Uma delas é: Se o futebol de Douglas é questionável, como agora afirmam, por que então o contrataram. Do jeito que veio, e do jeito que está indo, fato é que mal serviu para compor o elenco.

Outra questão que se desdobra aos acontecimentos é: Não poderia Douglas vir a ser melhor avaliado e, com isso, até ganhar fôlego para integrar o time na temporada 2018?

É público, notório e matematicamente comprovado que a zaga é um dos principais problemas do São Paulo na temporada 2017. Seja na quantidade de gols sofridos, seja quantidade de jogadores para a posição, seja na atuação dos que entram em campo.

O São Paulo “dispensou” Breno e vendeu Maicon para a Turquia, ficando apenas com Rodrigo Caio, Arboleda (recém-chegado) e Lugano, pouquíssimo escalado por Ceni e que, mesmo com a diretoria renovando seu contrato, ainda parece não ter entrado nos planos de Dorival. Estava me esquecendo de Aderllan, que veio do Valencia, mas que também representa uma incógnita, já que praticamente ninguém o conhecia – conhece, sendo que nunca jogou coma camisa tricolor? – e, neste caso, nem dá para julgar se é bom ou ruim.

O empréstimo de Douglas à Chape representa mais um ato falho da diretoria do São Paulo, que montou e desmontou o elenco em plena temporada. A dispensa também demonstra falta de análise e convicção nas contratações e, sobretudo, deixando no ar, mas de forma tão sólida que dá até para pegar, que o planejamento do São Paulo parece não existir.

Com menos de seis partidas disputadas no Brasileirão pelo Tricolor, outro fato é que Douglas poderá vir atuar pela Chapecoense, adversária direta na briga com o São Paulo contra o rebaixamento. Para completar esse ciclo equívocos, só resta Douglas entrar e arrebentar na Chape.

Se houve/há um planejamento, quais os critérios, qual a metodologia?

(Agradecimentos a Wender Peixoto)



MaisRecentes

De peito aberto, São Paulo de Profeta vence o Dragão



Continue Lendo

No São Paulo, tudo parece em construção e já é ruína



Continue Lendo

São Paulo é um time que se olha no espelho e não compreende o que vê



Continue Lendo