Empate dá adeus ao São Paulo no Paulista



São Paulo até que lutou, mas caiu para o Corinthians na semifinal do Paulista

São Paulo até que lutou, mas caiu para o Corinthians na semifinal do Paulista

Em Itaquera, o primeiro tempo foi bom. O segundo, ruim. Assim foi o clássico entre Corinthians e São Paulo, que terminou empatado em 1 a 1 (3×1 no agregado), resultado que deu adeus ao Tricolor no Campeonato Paulista.

Entrando em campo já perdendo por dois, não restava outra alternativa ao São Paulo senão atacar ao Corinthians, que não foi um time totalmente ferrolho na primeira etapa.

Os primeiros 45 minutos foram lá e cá.  Diferente da primeira partida, em que girou em si mesmo, o São Paulo conseguiu chegar ao gol de Cássio. Já o Corinthians chegou menos, porém, com mais perigo e colocou uma bola na trave em chute de Romero.

Quando tudo caminhava para um zero a zero no primeiro tempo, já com os ponteiros dos cronômetros com os pés na entrada dos vestiários, eis que o São Paulo leva mais um gol: falta pela esquerda, lançamento na área, a bola passa por Pratto, cai nos pés de Jô, dentro da pequena área, que empurra na saída de Renan. Gol para fechar aniquilar o Tricolor.

Polêmica, exclamação! Quando a bola foi alçada, Jô entrava muito impedido à área do São Paulo. No entanto, a arbitragem alegou que houve um desvio na cabeça de Pratto. Então, neste “toque” do centroavante argentino, Jô já estaria em posição legal. Revi o lance inúmeras vezes e, sinceramente, a não ser que tenha resvalado no fio de cabelo, não consegui enxergar desvio de Pratto, deste modo, Jô estava impedidaço. Aos xiitas, antes que me atirem pedras, importante ressaltar que não seria a anulação do gol de Jô que alteraria a classificação do Corinthians, que venceu o Tricolor por 2 a 0, lá no Morumbi.

Se o Corinthians dera um certo espaço no primeiro tempo, no segundo, fechou-se e rearticulou o sistema de entregar a posse de bola para o São Paulo. Afinal, com 3 a 0 no placar agregado, quem tinha de correr?

Com o time menos intenso, aparentemente ser forças para buscar o placar, meio resignado, Rogério Ceni resolveu mudar. E mudou mal. Piorou o que já estava ruim.

Sacou Gilberto, que brigava lá na frente, e colocou Chavez, que nada fez. Tirou Júnior Tavares e deu lugar a Luiz Araújo, que também pouco fez. E, por fim, tirou tardiamente Cueva, que estava mal, para dar lugar a Thomaz.

Ceni poderia ter tirado Cícero, que fez uma partida horrível, sacando um jogador do meio para dar lugar à Luiz Araújo e deixar Júnior Tavares para uma tentativa de ala esquerda ofensiva.

Mas, não. Ceni tirou Júnior Tavares, que estava bem no jogo (e foi muito bem em todo Paulista) e deslocou Cícero para a lateral esquerda. Ninguém entendeu. Também demorou uma eternidade para tirar Cueva, que visivelmente não está em ritmo de jogo.

Fato é que o time piorou. Ficou desorganizado, desequilibrado, sem poder de ataque e dando muitos espaços para os contra-ataques corinthianos.

Ainda assim, em jogada isolada, na única falha de posicionamento da quase perfeita defesa corinthiana, Pratto recebeu lançamento em meio aos dois zagueiros, foi na força e bateu do jeito que dava na saída de Cássio para diminuir o placar e amenizar duas derrotas nas partidas da semifinal.

Após 550 gols, 5.700 passes, 3.500 lançamentos e alto percentual de posse de bola, restou ao São Paulo pegar o “borná” e despedir-se do Paulista.



MaisRecentes

São Paulo vence Avaí e afasta ressacada do Morumbi



Continue Lendo

Campanha ‘Unidos pelo São Paulo’ cobra participação da torcida



Continue Lendo

São Paulo precisa voltar a ser gente grande



Continue Lendo