Em reconstrução, São Paulo não pode se dar ao luxo de esnobar uma Sul-Americana



durante São Paulo x Atletico Colon, pela Copa Sulamericana, no estádio do Morumbi, em São Paulo, SP 02/08/2018 Foto:Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Na Sul-Americana, após perder o primeiro confronto para o Colón, por 1 a 0, em pleno Morumbi, agora o São Paulo vai à Argentina, na próxima quinta-feira (16/8), às 21h45, para encarar uma decisiva pela sobrevivência no torneio. Quem vencer avançará às oitavas de final para enfrentar o Junior Barranquilla, da Colômbia.

Líder no Brasileirão, sem folgas, porque o Flamengo segue na cola, apenas um ponto atrás, a questão que se levanta é: – Deve o São Paulo entrar com time reserva, em “sinal de abandono” da competição Sul-Americana, concentrando seus esforços na luta pelo hepta nacional?

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São muitas as vozes nas arquibancadas pedindo um time reserva na partida contra os argentinos. Por outro lado, Aguirre já declarou em coletivas que pretende mudar algumas peças, mas que não seria uma equipe reserva.

Se por um lado há os que aceitam o abandono do torneio, sob o argumento de que fortaleceria a conquista do Brasileirão; em contrapartida, pergunte se o são-paulino prefere o nacional a um título internacional.

A Torcida Tricolor Independente, maior organizada do São Paulo não aceita pouco caso do clube na competição. Em postagem no Twitter, o recado foi claro: “Se não fez o dever no Morumbi, faça a lição de casa na Argentina. Viajaremos 36 horas até a Província de Santa Fé. Priorize Títulos e não a competição. Vamos São Paulo!!!”.

Equipe reserva ou não, fato é que será uma batalha duríssima para o São Paulo avançar na competição. Confira a pressão que o São Paulo vai encarar pela frente:

Primeiro porque, obviamente, a rivalidade Brasil x Argentina sempre entra em campo. Segundo, pelo fato de que será disputada no estádio Brigadier General Estanislao López, conhecido como “Cemitério de Elefantes”, onde por décadas os grandes clubes argentinos tombaram em seu gramado. Terceiro, o Colón será empurrado por 47 mil hinchas enlouquecidos; e, por fim, fundado em 5 de maio de 1905, jamais conquistaram um título em seu país, agora imaginem o quanto salivam frente a um troféu internacional (o melhor resultado foi um 3º lugar na Conmebol 1997).

Para um time gigante, como o São Paulo, que conquistou seu último troféu em 2012, justamente da Sul-Americana, não se pode dar ao luxo de abrir mão de uma competição internacional. Há que se matar no peito o que vier pela frente.



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