Dragões da Real, organizada do SPFC, completa 34 anos



Gostem, ou não, fato é que as organizadas fazem parte da estrutura do futebol brasileiro. A participação das torcidas vai muito além das arquibancadas, pois suas vozes, bandeiras (agora proibidas em SP) e batuques, muitas vezes influenciam os destinos de jogadores, comissões técnicas, entre outras decisões políticas nos clubes.

O movimento de criação das organizadas ganhou consistência no Brasil na década de 70. Uma das mais representativas torcidas do Brasil é a Dragões da Real, fundada há exatos 34 anos, em 15 de junho de 1984.

Nos anos 70, existiam diversas torcidas ligadas ao São Paulo, como a TUSP (Torcida Uniformizada do São Paulo), sendo a primeira, fundada na década de 40; Independente, Força Total, Juventude Tricolor, Pantera Tricolor, Caveira Tricolor, Dragões do Mais Querido, Real Força Inflamante Tricolor e Coração Tricolor.

Os primeiros movimentos de unificação as torcidas começaram em 1979, mas o surgimento da Dragões da Real aconteceu cinco anos mais tarde, em 1984, quando se fundiram as organizadas Dragões, Torcida Jovem e Real Inflamante Tricolor.

Ao longo dos 34 anos de existência, a Dragões acompanhou os jogos do São Paulo realizados em todo território nacional e também no exterior. “Seja jogo grande ou considerado de menor importância, a Dragões está sempre presente”, destacou André Azevedo, presidente da organizada desde 2006.

A evolução da Dragões da Real determinou que, em 1990, a organizada criasse uma Escola de Samba homônima, que atualmente se destaca dentre as principais da Liga Paulistana, já registrando um vice-campeonato no currículo.

Ainda que a violência entre as organizadas tenha se tornado um problema de Estado, a Dragões, além de, obviamente apoiar o clube nas disputas, realiza um permanente trabalho social em campanhas de doação de sangue, do agasalho, Dia das Crianças, Páscoa e Natal, dentre outras pontuais, como foi o apoio aos desabrigados do prédio que caiu no centro de São Paulo.

Questionado pelo blog se esse trabalho social não seria uma forma de amenizar a ligação das organizadas com os casos de violência, Azevedo enfatizou que há muito desconhecimento sobre o trabalho das organizadas, ficando somente a imagem de brigas e conflitos, porém, “muito mais que apoiar o time, as organizadas são famílias, que se ajudam mutuamente nos momentos de dificuldade. Uma ajuda que não fica somente entre os associados, mas que também envolve questões da sociedade”.

Os próximos projetos estão centrados na ampliação da Dragões por meio da criação de subsedes no Brasil e no exterior.



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