Desfigurado, São Paulo estreia levando dois do São Bento



No confronto de dois times com nomes de santos, só por Deus para assistir uma partida tão horrível. Foi um pecado. O São Paulo iniciou a temporada com uma equipe reserva contra o limitado São Bento e o resultado final foi uma derrota por 2 a 0, com direito a golaço de jogada ensaiada.

Ainda que compreensível ser início de temporada, entrar na rodada com equipe reserva para os titulares ampliarem o tempo de preparação, em grande parte formada por garotos da base, ninguém entendeu a formação de Dorival ao colocar Araruna avançado no meio e Júnior Tavares, pasmem, de atacante.

O Tricolor começou com Sidão, Bruno, Rony, Aderllan e Reinaldo. Três volantes: Araruna, Pedro Henrique e Pedro Augusto. No ataque, Júnior Tavares, Maicosuel e Bissoli.

O primeiro tempo não seria digno de um parágrafo, sem chances para ambas as equipes.

A segunda etapa seguiu tão ruim quanto os primeiros 45 minutos, menos mal para o São Bento, que encontrou dois gols no desencontrado Tricolor. Maicosuel, perdidaço em campo, perdeu uma bola, proporcionou contra-ataque, Régis chegou à linha de fundo, deu uma entortada no próprio Maicosul, cruzou pequena área para Anderson Cavalo cabecear livre e furar o bloqueio de Sidão.

Dorival tentou mudar a atitude e o futebol do São Paulo, tirando o volante Araruna e tentando acelerar o time com Marcos Guilherme. Não funcionou. Sacou o atacante Júnior Tavares e colocou a promessa Cipriano. Também não funcionou. Coitado no moleque entrar numa barca dessas. Por fim, tirou o improdutivo Maicosuel e colocou o bom Brenner. Também não funcionou.

Não havia mais nada a ser feito. A equipe não mudou nada, continuou desorganizada, desordenada.

Para fechar uma estreia tão deprimente, pela partida em geral e principalmente para o Tricolor, aos 41/2T, quando o cronômetro agonizava para completar uma partida horrível, falta para o São Bento. Bela jogada ensaiada, Marcelo Cordeiro rolou para frente e abriu para Maicon Souza bater de curva, tirar Sidão e colocar a bola no fundo da rede. Golaço. Depois disso era só esperar o apito final.

A nota triste ficou por conta do regulamento do campeonato: depois do segundo gol, o técnico do São Bento, Paulo Roberto Santos enlouquece, foi para a torcida e subiu no alambrado. Aí, quando voltou, o árbitro o expulsou, coibindo o momento mais importante de uma partida, que é o gol, a vibração, o gozo, o delírio, que só o futebol é capaz de produzir.



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