Defesa do São Paulo vacila e Raposa aproveita



Não fosse um gol originado por um vacilo do zagueiro Maicon, que decretou a vitória da Raposa por 1 a 0, a partida ente Cruzeiro e São Paulo, no Mineirão, seria um 0 a 0 enfadonho.

O Tricolor entrara com três zagueiros, o jovem e bom Militão, formando a zaga e fechando a ala direita. E também três volantes, João Schimidt, Jucilei e Thiago Mendes. Cueva não ficou centralizado, caindo mais para a ponta esquerda.

Com os dois times no primeiro tempo trocando passes para os lados, ainda assim as duas equipes tiveram três chances muito boas para abrir o placar: o Cruzeiro, com Ábila, que contou com a falha de Rodrigo Caio, saiu na cara do gol, mas Renan fez grande defesa com os pés.

E o São Paulo, em duas oportunidades, com Cueva, que pegou mal na bola, e com Marcinho, que cabeceou livre no meio da área, porém, no meio do gol para fácil defesa de Fábio.

O primeiro tempo foi uma lástima. Mesmo não apresentando um bom futebol, é fato que o São Paulo de Ceni se apresentava como um time mais equilibrado, menos afobado e desesperado como em outras partidas.

Mas nem bem o segundo tempo começou, logo aos dois minutos, o lance capital da partida: Maicon afastou uma bola para lateral, ficou moscando, enquanto o gandula repôs a bola com velocidade. Henrique arremessou como um lançamento para o ponta, encontrou Alisson, que invadiu a área, cruzou para Ábila empurrar para o gol.

Ao contrário do que acontecera no gol de empate na partida contra o Defensa y Justicia, o São Paulo não entrou em parafuso. Rogério Ceni, que já substituira – acertadamente – Cueva no final do primeiro tempo, para tentar a velocidade de Luiz Araújo, não contava com um gol de vacilo medonho, como bem definiu na coletiva.

Ceni ainda sacou Militão para deixar a equipe com dois zagueiros e colocou Thomaz para tentar fazer germinar uma jogada no meio campo Tricolor. Pouco adiantou. O time não conseguiu vencer a barreira defensiva de Mano. Ao final, 1 a 0 para o Cruzeiro e a primeira derrota para o Tricolor no Brasilerão.

Na coletiva de Ceni, mais humana, menos mitológica que na derrota para o Defensa e menos apegado às estatísticas, o treinador acertara ao dizer que a partida foi parelha e que a derrota veio em um gol medonho. E foi mesmo assim, porque o São Paulo poderia muito bem ter voltado com 1 ponto para o Morumbi.

O que ficou mais claro no São Paulo é que toda culpa não pode ser atribuída a Rogério Ceni. A falha foi individual. A partida também serviu para deixar claro, mais uma vez ,que o São Paulo possui muitas deficiências no elenco. A diretoria precisa, urgentemente, procurar de 2 a 3 bons reforços se quiser sonhar com alguma coisa no Brasileirão e iniciar o processo de reformulação no São Paulo. Fora isso, é lutar para o meio da tabela ou não cair para a segundona.

Exceto Pratto, vítima de uma situação em que a bola não chega nunca; e Jucilei, que faz o que pode no meio; os considerados melhores da equipe como Maicon, Rodrigo Caio e Cueva estão muito mal. Se esses denominados craques não estão bem, ainda mais complicado para Rogério implantar sua teoria com os demais.

A torcida, que apoiou cegamente Ceni em alguns momentos, começa a inflar de insatisfação. Fato injusto, pois qualquer técnico que entrar no São Paulo, com esse elenco, encontrará muitas adversidades para formar uma equipe.



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