Defesa do São Paulo é o setor mais regular



Ajustar o sistema defensivo é um desafio para Rogério Ceni

Ajustar o sistema defensivo é um desafio para Rogério Ceni

Evidente que a manchete é provocação, uma vez que a regularidade do setor defensivo do São Paulo é negativa, apresentando falhas em praticamente todas as partidas.

Se por um lado o ataque é avassalador. No Campeonato Paulista, em 8 rodadas, as falhas se materializaram na área do São Paulo em, ao menos, 7 partidas: contra Audax, Ponte Preta, Mirassol, Novorizontino, São Bento, Santo André e Palmeiras.

Na Copa do Brasil, os dois gols do ABC, no Morumbi e no Frasqueirão, também surgiram de falhas muito parecidas, quase cópias, com bolas oriundas de cobrança de escanteio, que viajou à pequena área e terminou na cabeça do adversário, entre dois marcadores tricolores.

Convenhamos. Por mais que o futebol tente se reinventar em conceitos,  bola alçada na pequena área, em que o adversário sobe sozinho entre dois defensores, não pode ser aceitável quando acontece repetidas vezes.

Ao final da partida contra o ABC, que classificou o São Paulo para a 4ª fase da Copa do Brasil, Rogério Ceni, indignado diante da constatação de mais um gol sofrido por falha na defesa, não treinaria mais “a bola parada”.

Peça do sistema defensivo, os goleiros, também contribuíram para a estatística negativas com sucessivas falhas individuais.

No início da temporada, Rogério Ceni mandou buscar Sidão, que ainda não repetiu as atuações dos tempos de Audax e Botafogo-RJ. Denis voltou a falhar contra o Palmeiras. Renan Ribeiro, próximo a ser testado na partida de sábado (18/3), contra o Ituano, no Morumbi, tenta superar uma outra sucessão, mas de contusões, para se manter apto a defender a meta Tricolor.

Na defesa, exceção a Rodrigo Caio, se analisada ponto a ponto, não difere muito da insegurança dos goleiros. Lugano é mais ídolo que jogador atualmente; Maicon, falhou, está lento em relação ao ano passado e ainda se machucou; Douglas quando entrou não foi bem; Breno está inserido num processo muito mais amplo para retornar ao futebol; e o jovem Lyanco, que parece promissor, não foi inscrito no Paulista.

Tanto no gol quanto na zaga, fato é que, hoje, ninguém consegue ter uma imagem fixa, inquestionável de uma formação.

Diante da São Paulo, entre ataque que marca muitos gols e defesa que toma muitos gols, a contra-argumentação foi a de que os tentos sofridos não tinham a devida relevância, uma vez que o ataque estava assegurando as vitórias.

A equação ataque-defesa, até o momento, mostrou-se eficiente frente a equipes de menor expressão. Quando São Paulo enfrentou o Palmeiras, que marcou a saída de bola e ocupou o meio-campo, quebrando a transição dos setores tricolores, o problema ficou mal resolvido.

Além de falhas individuais, a defesa não suportou a pressão, enquanto Pratto e Luiz Araújo ficaram isolados no ataque. Assim, o setor ofensivo não compensou o sistema defensivo; o meio-campo foi ocupado, nem marcando, nem articulando  e o São Paulo terminou levando 3, que poderiam ter sido 5 ou até 6 gols.

O tempo está passando. A torcida, que nos últimos anos, viu muitos São Paulos apáticos, sem alma e jogando um futebol feio, concede todo o tempo do mundo ao treinador, que desenvolve um belo conceito de futebol.

Por outro lado, a pressão do competitivo Ceni vem de si mesmo, consciente que o sistema defensivo precisa encontrar um padrão que assegure a proposta de troca de passes, setores interligados, de movimentação e futebol ofensivo.



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