Cueva e Neres tiram o SPFC da cova



David Neres vem ajudando o SPFC e o técnico Ricardo Gomes

Mais uma vez a torcida acreditou. Mais de 45 mil tricolores compareceram ao Morumbi para ver o confronto contra a Ponte Preta. Jogando em casa, o Tricolor entrou com muita disposição, marcando alto e com maior movimentação. A iniciativa inicial deu resultado. Aos 9/1T, Cueva fez jogada com Mena, que avançou pela esquerda, cruzou e a bola tocou no braço do zagueiro Fabio Ferreira: pênalti.

O peruano bateu, Aranha por pouco não tirou, mas a bola entrou. O gol de Cueva, logo nos minutos iniciais, não intimidou a Ponte, que chegou duas vezes com perigo à meta Tricolor, aos 14 e aos 20, quando Clayson recebeu no bico da grande área, ajeitou, bateu cruzado e Denis espalmou.

Ricardo Gomes mudou a equipe. Entrou com o garoto David Neres pela direita, Kelvin pela esquerda, Pedro no lugar de Chavez e Wesley foi improvisado na lateral direita, com as impossibilidades de Bruno e Buffarini.

O gol do São Paulo não abriu o time da Ponte, muito bem postado em campo, recompondo-se muito rápido toda vez que perdia a bola e dificultando as articulações de contra-ataque tricolor. O Tricolor lutava, brigava, mas não construía jogadas.

O velho problema da falta de criatividade depois da saída de Ganso ainda ronda o meio-campo tricolor. Cueva foi escalado com essa missão, no entanto, muitas vezes da partida encontrava-se atuando na esquerda, buscando Mena e infiltrando pelos cantos, conforme é sua característica de ofício. Com isso, nova chance tricolor só aconteceu aos 31/1T, em cobrança de corner: Aranha saiu mal, mas o arqueiro recuperou.

E foi também num escanteio que, aos 37/1T, a Ponte quase empatou. Reinaldo cobrou, Denis saiu estranhamente na bola, que subiu, o zagueiro do São Paulo tentou afastar, a bola bateu na trave e voltou para os braços de Denis.

Aos 45/1T, em nova jogada de escanteio, outra grande oportunidade para a Macaca. Cruzamento na área, a zaga se posicionou mal e deixou o zagueiro para subir sozinho, mas a bola, sem direção, saiu.

Longe de uma partida excelente de se ver, o segundo tempo retornou com as duas equipes brigando pela bola. A Macaca voltou mais agitada, com maior movimentação, buscando mais o ataque.

Com a equipe perdendo rendimento, Ricardo Gomes, aos 15/2T, tirou o jovem Pedro, que pouco fez, para dar lugar a Chavez.  Um minuto depois de entrar em campo, o argentino cobrou uma falta do meio da rua, a bola saiu quente, em direção ao canto direito de Aranha, que saltou e fez uma bela defesa.

Aos 28/2T, Gomes tirou Kelvin e colocou Luiz Araújo para segurar mais a bola no ataque. O garoto pouco apareceu.

A partida estava aberta. Aos 32/2T, Pottker aproveitou falha na saída de bola da defesa do São Paulo, partiu com tudo em direção ao gol, entrou na área, mas na finalização bateu cruzado e ficou assistindo à bola caminhar rente à trave direita de Denis e ganhar a linha de fundo. Chance claríssima de gol da Ponte, que crescia.

Quando tudo se encaminhava para fechar com 1 a 0, Chavez fez jogada pela linha de fundo, na esquerda, encontrou Thiago Mendes no meio da grande área. O volante bateu, a bola bateu na trave, mas na volta encontrou os pés de David Neres, que só empurrou para a rede. Gol da revelação Tricolor, gol que assegurava os três pontos importantíssimos para manter vivo o São Paulo.

Com a vitória, o São Paulo construiu com a Ponte o caminho para a permanência na Série A em 2017



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