Cruzeiro 0 x 2 São Paulo: Em Minas, pontos que valem ouro



foto: Rubens Chiri

O São Paulo foi a Minas Gerais enfrentar o Cruzeiro, no Mineirão, e trouxe três pontos que valem ouro na tabela. Os dois gols Tricolores surgiram de contra-ataques construídos pelos pés de Rojas, o equatoriano impôs a velocidade necessária para pegar a equipe cruzeirense no contrapé.  Mas não foi fácil quanto parece. O Cruzeiro ainda desperdiçou um pênalti, em cobrança de Barcos que balançou o travessão.

+ Acompanhe o Crônicas no Morumbi no Facebook
+ Leia também os blogs do Lance: Gol de Canela | Papo de Boleiro

O Tricolor, que perdera Arboleda, Militão e Hudson por suspensão frente aos amarelos na partida contra o Grêmio, entrou desfalcado, mas bem que não pareceu. Entraram Bruno Alves na zaga, Araruna da lateral direita e o jovem Luan na volância. Impressionou como os três substitutos jogaram muito bem e cumpriram à risca o esquema tático de Aguirre.

Apesar de nova – e vazia – terminologia do futebol, que enquadraria o time do São Paulo como reativo, verdade é que tem uma frase do interior que explica bem a equipe Tricolor: “ataque em leque e defende em funil”.

Assim é o São Paulo de Aguirre, uma equipe completamente fechada, em que os ponteiros (para alguns, externos) Rojas e Everton, quando estão sem a bola recuam, fechando o meio campo ao lado dos volantes. A equipe se encolhe, mas ao mesmo tempo sabe que está armada para se expandir quando recupera a bola. Os dois gols nasceram a partir deste conceito.

No primeiro, aos 26/1T, após grande defesa de Sidão em cobrança de falta de Edílson, a bola sobrou para Reinaldo, na direita, enxergar Rojas na outra ponta, a esquerda. O equatoriano tabelou com Everton, saiu na linha de fundo e cruzou para a entrada de Diego Souza, que arrematou com precisão.

O São Paulo terminou o primeiro tempo com 1 a 0 no placar e apenas 35% de posse de bola, contra 65% do Cruzeiro.

Na segunda etapa, com a vantagem no placar, o São Paulo defensivo (seria muito dizer postura retranqueira? Acho que não) de Aguirre voltou a tomar o mesmo sufoco de outras partidas. A mais recente, na virada contra o Grêmio. Parece que o time, que já é fechado, tranca-se ainda mais, proporcionando pressão adversária e aceleração no coração dos torcedores.

Foi assim também no segundo tempo contra o Cruzeiro, que martelou até encontrar um pênalti, aos 25/2T, cometido por Anderson Martins em Arrascaeta. Aliás, cabe registro: não fosse o pênalti, Anderson Martins sairia com uma nota altíssima, jogando absurdamente, sendo um pilar na estrutura da zaga Tricolor. Tomou amarelo no final da partida e não enfrentará o Vasco pela próxima rodada do Brasileirão.

A pressão poderia ter ampliado, não fosse Barcos ver a trave barrar o empate.

O castigo cruzeirense viria seis minutos depois, aos 31/2T, em outro contra-ataque mortal. Os mineiros, jogando em casa, lutando bravamente para empatar e botando pressão total. Depois de recuperar a bola, sempre ele, o veloz Rojas saiu em disparada pela ponta direita, rolou para Reinaldo, livre, na esquerda, enfiar o pé para rebote de Fábio.

A bola voltou para Reinaldo, que teve tempo de parar, olhar e encontrar Everton, junto ao pé da trave esquerda do Cruzeiro, para só empurrar para dentro. Dois a zero no placar para alívio Tricolor.

O esquema de Aguirre funcionou mais uma vez. É consistente, porém, apresenta falhas, vide a partida contra o Grêmio, quando Luan e Everton conseguiam furar tabelar entre as linhas defensivas do São Paulo e foram ameaças constantes em jogadas de linha de fundo.

A equipe está sendo mortal nos contra-ataques, mas sempre quando abre o placar se fecha ainda mais para um time que já é um bloco defensivo.

Com a vitória, o São Paulo se consolida na vice-liderança, com 32 pontos, dois a menos que o Flamengo, 34 .

No próximo domingo, às 16 horas, no Morumbi, enfrentará o Vasco com expectativa de estádio lotado. Ao mesmo tempo em que terá de passar pelo Vasco, os Tricolores ficarão de olho na partida entre Grêmio e Flamengo, lá no sul.

Dureza para os rubro-negros, esperança Tricolor para assumir a ponta da tabela.

Mas é impossível terminar uma crônica sem falar de Reinaldo, The King. Além de jogar com raça, o primeiro gol saiu depois de um lançamento à la Gerson, invertendo o lado do campo; e o segundo, depois de um chute, teve paciência e visão para encontrar Everton embaixo da trave. Salve o Rei.



MaisRecentes

A Xepa do São Paulo em Chapecó



Continue Lendo

Final da Libertadores: partida deveria ser disputada na Argentina



Continue Lendo

Ricardo Rocha e Lugano fora do SPFC



Continue Lendo