Corinthians Majestoso, São Paulo desastroso



O que se viu no Pacaembu foram as diferenças entre um time organizado e, do outro lado outro, uma equipe desorganizada e em construção. Assim o Corinthians venceu o São Paulo por 2 a 1. Foi o jogo de um Corinthians Majestoso, em seu esquema tático que funciona como relógio, e um São Paulo desastroso, em sua incapacidade de construir jogadas no meio campo para o ataque.

Nem bem a partida começou, logo com 1 minuto de partida, o primeiro vacilo do São Paulo, que deixou imensas clareiras entre a defesa e o meio campo, espaço precioso para construção de jogadas, como a do gol, em que Rodriguinho lançou Jadson na esquerda, Militão não acompanhou e Jadson entrou, bateu e colocou na rede. Tudo o que fora preparado ao longo da semana e no vestiário, por Dorival, caíra por terra em um minuto.

Depois o gol alvinegro, o São Paulo, sem poder algum de reação, seguiu tocando a bola de um lado para o outro, enquanto assistia ao Corinthians ocupar o meio-campo. O único lance de perigo Tricolor foi em uma cabeçada de Militão, em cobrança que veio de escanteio e o lateral improvisado colocou sobre o gol de Cássio.

Em um lapso de futebol, o garoto Shaylon, que é bom de bola, mas carrega uma responsabilidade imensa depois da saída de Hernanes, ainda pegou uma bola no meio da rua, enfiou o pé e carimbou a trave alvinegra.

Quando todos os movimentos da partida indicavam que o segundo gol do Corinthians era uma questão de tempo, aos 25/1T, em uma bola despretensiosa tornou-se uma jogada de linha de fundo nos pés de Petros, que lançou Militão na direita, o lateral cruzou rasteiro, a bola atravessou toda área, Fagner falhou ao não acompanhar e a redonda foi encontrar o pé de Brenner, na outra ponta, para empurrar para o gol. Um empate inesperado, mas providencial para um time que só observava o adversário jogar.

Os minutos pós-gol Tricolor, que em tese representaria a oportunidade de o São Paulo se estabilizar na partida e chegar ao ataque a partir de jogadas construídas, esfarelou-se após sete minutos, quando aos 32/T, em outra falha, essa mais bisonha, o Corinthians cobrou escanteio, o zagueiro Anderson Martins ficou completamente perdido na área e deixou Babona subir livre e cabecear para a rede de Sidão.

Sem outra falha corintiana, o São Paulo seguiu até o final do primeiro tempo sem praticamente chegar com perigo à meta de Cássio.

A expectativa aos Tricolores era de mudanças para a segunda etapa, mas Dorival voltou com a mesma equipe, que também pouco reagiu. Exceto jogada aos 4/2T, em que Marcos Guilherme recebeu lançamento e saiu da cara de Cássio, porém, impedido, o São Paulo mais do que no primeiro tempo, assistiu ao Corinthians dominar completamente a partida, ora fazendo a bola girar, ora deixando a bola nos pés do inoperante, inofensivo e sonolento Tricolor.

Dono do jogo, o Corinthians, organizado em seu sistema, fechou todas as possibilidades do São Paulo e assim arrastou a partida até o apito final. Em contrapartida, o Tricolor apresentou os mesmos problemas do final de 2017 e das primeiras partidas no Paulistão 18, sendo um time que consegue avançar até o meio-campo, mas que possui extremas dificuldades para chegar ao gol adversário salvo os casos de lançamentos e bolas alçadas na área.

Frente a um adversário ajustado, as deficiências do São Paulo ficaram em alto relevo no gramado do Pacaembu. Deficiências que vão das improvisações em posições, como no caso do bom Militão, um desperdício estar sendo rifado na ala, sendo que é zagueiro de origem; até a nítida visão de que, muito mais que precisando de jogadores, Dorival está longe de estabelecer um padrão tático competitivo ao time do Morumbi.

Cássio, em pleno Majestoso, tamanha tranquilidade, chegou a tomar um remédio para subir a pressão…



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