Chão de estrelas tricolor



fotomontagem: Jaime Alves

fotomontagem: Jaime Alves

Depois de duas derrotas consecutivas, no quintal de sua casa, o São Paulo está em Minas para enfrentar as estrelas do Cruzeiro, pela segunda e decisiva partida da Copa do Brasil. O Tricolor já entrará em campo perdendo por 2 a 0 e a grande questão que paira no céu é: terá forças e, sobretudo, futebol o São Paulo para reverter a situação?

O que mais chamou a atenção nas derrotas por 2 a 0 para Cruzeiro e Corinthians estabeleceu-se pela repetição dos erros. O São Paulo partiu para cima, teve o controle da bola, mas, em ambos os casos, não conseguiu marcar.

Foi muito barulho por nada. A bola girou, girou, girou, não faltou disposição, mas a bola não entrou. Não só não entrou como foram poucas às vezes em que o São Paulo chegou com perigo real aos gols dos adversário, que jogaram fechados, à espreita de um bote, para o contra-ataque ou em em busca de uma jogada de lance parado. E foi o que aconteceu.

Simplificando toda a numeralha que em muitos momentos se reveste o futebol, fato é que o meio-campo não consegue criar, o ataque não faz gol e o sistema de marcação voltou a falhar repetidamente.

Na cabeçada livre de Hudson, segundo gol do Cruzeiro, e contra o Corinthians, no lance do primeiro gol, a linha dos zagueiros rompeu-se e deu espaço para Jô. No segundo gol, o alvinegro trocou passes ad infinitum até que a bola chegasse aos pés de Rodriguinho, que passou por Jucilei, balançou para cima de Maicon, bateu de longe, muito longe e fez no canto direito.

Verticaliza-se a forte impressão de que os adversários assimilaram o esquema de Ceni-Beale. Quando os adversários se propõem a esperar o Tricolor, entregam a posse de bola à equipe do São Paulo que, senhor da posse, mas não do jogo, não se altera em outra alternativa tática para mudar a dinâmica no sentido de encontrar o caminho do gol.

Hoje à noite, às 19h30, no famigerado Mineirão, o São Paulo entrará em campo não apenas para tentar placar e avançar na inédita Copa do Brasil em sua galeria de troféus, mas também para salvar o semestre e começar a construir um chão, um caminho.

Se não passar pela Raposa e o Timão, só restará ouvir o chão de estrelas  nos alto-falantes do Mineirão, onde um dia “minha vida era um palco iluminado / Eu vivia vestido de dourado (…)



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