BRA16 | Botafogo 0 x 1 SPFC: molecada apaga o Fogo



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A molecada do São Paulo aprontou para cima do Botafogo. Se o time carioca é conhecido como Estrela Solitária, quem brilhou, de fato, foi o garoto Lucas Fernandes, que fez um golaço em cobrança de falta, aos 21 do primeiro tempo, alterando o placar e a dinâmica do jogo.

Do apito inicial ao lance da cobrança de falta de Lucas Fernandes, o Botafogo botou muita pressão no São Paulo, no entanto, não transformou o volume de jogo em gol.

O São Paulo, acuado, não conseguia trocar passes entre as linhas e recorria a chutões, fazendo a ligação entre a defesa e o ataque. Jogadas que sempre se perdiam. Sem a bola chegar ao meio-campo, o Tricolor ficou nada criativo e Centurión, Wilder e Kardec isolados no ataque.

Aos 20/1T, jogada pela direita do São Paulo, Lucão tocou a bola no meio para Lucas Fernandes,  que encontrou Kardec, à frente da grande área, fazendo o pivô. O centro-avante sofreu falta do volante Fonseca do Glorioso. Lucas Fernandes bateu com precisão, no cantinho esquerdo de Helton Leite: golaço da jovem revelação Tricolor, que chora de emoção ao marcar.

Na sequência, aos 23/1ºT, Lucas Fernandes avançou pela ponta esquerda, cruzou na área, mas Kardec não conseguiu tocar de cabeça.

Matheus Reis e Centurion, em alguns momentos, formaram uma boa dupla pela ala esquerda. A etapa inicial se arrastou com o São Paulo se defendendo e o Botafogo tentando romper a defesa Tricolor.

No segundo tempo, parece que as pernas da molecada do São Paulo estavam menos pesadas e o time, que ficou praticamente toda a primeira etapa se defendendo com chutões da defesa para o ataque, passou a jogar bola, trocando passes e administrando melhor a partida.

A troca de passes não diminuiu o ímpeto do Botafogo pelo empate e serviu para aliviar um pouco a pressão. Mas essa nova postura do Tricolor só durou até os 13 minutos do segundo tempo, quando o Glorioso novamente se lançou ao ataque.

Novamente o São Paulo ficou acuado, com a marcação muito próxima à grande área, segurando-se como dava. Diante da nova pressão, Bauza, aos 20/2ºT tirou o volante Banguelê, que já tinha cartão amarelo, e colocou Thiago Mendes. E melhorou. Thiago Mendes deu maior qualidade no combate e na interligação da bola do meio-campo com o ataque.

Aos 25/2ºT, Patón promoveu mais uma alteração. Sacou Wilder, que praticamente não relou na bola, colocando Kelvin para investir no contra-ataque e manter a bola mais tempo no campo do Botafogo.

Outra mudança que surtiu efeito. Kelvin deu vida à ala direita, ajudou Auro no combate e, aos 48/2ºT, na ponta direita, lançou a bola para grande área em direção à Centurión, que mergulhou e marcou. Porém, o gol foi anulado porque a bandeirinha, equivocadamente, assinalou impedimento na entrada do argentino, sendo Kardec, este sim impedido, não participou da jogada.

Bauza ainda tirou Lucas Fernandes, aos 32/2ºT, para dar oportunidade ao atacante Rogério, que pouco fez. Parece ter sentido uma contusão, mas, como havia sido a terceira substituição, ficou parado no meio campo, tentando ajudar na marcação.

Destaque na partida para o garoto Lucas Fernandes, não só pelo golaço de falta, mas pela movimentação, caindo pelos dois lados do campo e peça chave nos contra-ataques. Outro que também merece destaque é o argentino Centurión, que nas poucas jogadas de ataque do São Paulo, partiu para cima, foi incisivo, driblou, cabeceou, marcou e arriscou com um belo chute. Boa apresentação do gringo.

Não foi uma partida bonita de se ver, mas para o São Paulo, que entrou com um time mesclado, sem dúvida, representa momento importante para dar confiança para a garotada da base, que fez lição fora de casa; aos jogadores do profissional, que lutam por uma posição e; acima de tudo, não há como desconsiderar os três pontos somados fora de casa, em um campeonato tão duro, longo e competitivo quanto o Brasileirão.

Ao Botafogo, muita pressão, mas só fumaça.



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