BR16 | SPFC 2×2 Chape: Cueva e Denis garantem o domingo Tricolor



Cueva, que apareceu na segunda etapa, salvou o macarrônico SPFC de um domingo indigesto

Jogo às 11 horas do domingão. Família reunida no Morumbi, família reunida em casa, churrasquinho, sol de inverno, céu limpo, cenário perfeito para uma goleada do Tricolor. SQN! Com apenas 5 minutos, Martinuccio recebeu na esquerda, cruzou para dentro da pequena área e encontrou Kempes, que subiu no meio de dois defensores, meteu a cabeça e abriu o placar.

O São Paulo reagiu três minutos depois, aos 8/1ºT, com Centurión recebendo bola mal recuada por Kempes. O argentino avançou à grande área, entrou, bateu cruzado, mas o goleiro Danilo fez boa defesa.

Com o gol ainda entalado na garganta, eis que a Chape, a convidada, dá outra garfada antes mesmo da comida ir para a mesa, aos 11º/1T. Depois de Thiago Mendes cometer falta na lateral direita, Cleber Santana alçou a bola na área, novamente Maicon não sobe e o zagueiro Thiego enfia a cabeça e ampliar o placar.

Mesmo com 2 a 0, o São Paulo partiu em busca do jogo, mas esbarrava em suas limitações táticas, insistindo nas jogadas pelas linhas de fundo entre Carlinhos/Michel Bastos e a dupla Bruno/Kelvin, que só apareceu de verdade aos 31/1T, em bola que recebeu de cruzamento, mas bateu fraco para o gol. Sem triangulações, as jogadas no fundo sempre terminavam com as bolas cruzadas na área adversárias na base do vamos ver o que acontece.

BURACO NO MEIO CAMPO – O São Paulo, assim como na partida contra o Grêmio, apresentou um buraco meio campo. Hudson e Thiago Mendes deixaram espaços, enquanto o meio-articulador ficava à deriva com Cueva, que está mais para um atacante que propriamente criador de jogadas.

Ainda mais nesses tempos sem Ganso, a participação dos volantes é essencial para o São Paulo distribuir e criar jogadas a partir do meio. Com isso, o Tricolor ficou insistindo pelas pontas, mas sem objetividade e sem construção de jogadas.

CAMISA 10 URGENTE – O São Paulo precisa, urgentemente, de um meia-articulador, um camisa 10. De nada adianta trazer zagueiro por R$ 22 milhões, atacante do Boca e o time ficar no vácuo criativo no meio-campo.

SEGUNDO TEMPO

No segundo tempo, depois de engolir duas azeitonas com caroço, Bauza resolveu mudar. De cara sacou Thiago Mendes para promover a estreia do atacante Chavez, que veio do Boca. O São Paulo voltou todo pressão.

Aos 15/2T, nova alteração. Carlinhos, machucado, saiu para dar lugar ao bom Luiz Araújo.

Segundo depois da entrada do garoto, Centurión, que foi muito bem na partida, recebeu de Kelvin, girou dentro da grande área e abriu para Cueva, vindo de trás, escolher o canto esquerdo de Danilo e diminuir a azia do primeiro tempo.

Com o gol, o São Paulo lançou-se totalmente ao ataque, com a equipe atuando com quatro atacantes:  Luiz Araújo, Chavez, Centurión e Kelvin.

FALTA MANDRAKE – Todo acuado em duas linhas de quatro, a Chape esperava uma bola mortal para o contra-ataque. Ela veio aos 29/2T, depois que Luiz Araújo cobrou escanteio, a bola abriu muito, saiu da área e sobrou para a Chape que logo achou Bruno Rangel. O atacante partiu para cima da desarrumada defesa do Tricolor e, quando estava passando por Maicon, para ficar cara a cara com Denis, o árbitro apontou uma falta Mandrake, que livrou o time do Morumbi de tomar o terceiro. Chape prejudicada!

Aos 33/2T, Patón tira Kelvin, que ao lado de Michel Bastos, desandaram a maionese na partida, e dá chance para o jovem Pedro, que também pouco fez.

Centurión merece méritos, pois criou inúmeras jogadas, sem desistir de lutar.

PÊNALTI – O São Paulo não tinha mais tática, nem volante, só atacante. E partiu para cima. Em jogada despretensiosa, Bruno cruzou na área e Josimar, da Chape, meteu o maozão dentro da área. Pênalti! Era tudo o que o São Paulo precisava para salvar o almoço de domingo. Cueva, que crescera muito na segunda etapa ajeitou, bateu com categoria e empatou a partida.

Num domingo em que o torcedor Tricolor poderia sair com uma indigestão do Morumbi, o São Paulo salvou o almoço e ainda teve tempo de servir como sobremesa duas defesaças de Denis, aos 43 e 48, que tornaram doce um um time macarrônico que, apesar de ter conseguido o empate, durante boa parte do jogo não apresentou opções além das pontas e bolas cruzadas na área e chegou ao limite da “pelada de domingo”, em que na busca por resultado é só colocar mais atacante.

Deu certo, mas o São Paulo, visto em um todo, quase queimou na Chape quente. A lateral direita continua uma avenida (Buffarini terá de criar um muro), não faz o menor sentido deixar Lyanco no banco e manter Michel Bastos com um Luiz Araújo voando.



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