Liberta16 | SPFC 0 x 2 Atl. Nacional: Tricolor se queima no inferno do Morumbi



No inferno do Morumbi, São Paulo cai para o Atlético Nacional (COL)

Noite de semifinal de Libertadores. Clima quente, inferno no Morumbi. O ônibus do São Paulo chegou ao estádio como se emergindo de lavas humanas, em uma manifestação antológica. Mas, quando a bola rolou, a festa ficou do lado de fora. Dentro de campo, o time não conseguiu impor o futebol, nem a pressão necessária para romper as linhas colombianas.

Em realidade, o Tricolor foi administrado pelo Atlético Nacional e saiu do inferno queimado por 2 a 0, com dois gols oriundos de jogadas belíssimas.

A pressão do São Paulo no primeiro tempo durou apenas 15 minutos, encerrando-se com um forte chute de Thiago Mendes, que bateu de fora da área, para defesa de Armani.

Depois disso, o Atlético Nacional equilibrou a partida. O Tricolor, sentindo as ausências de Ganso e Kelvin, perdeu na falta de articulação entre o meio e o ataque, e, capenga em uma das pontas, insistia impotente em jogadas pelo meio. O Atlético dominou o meio e, consequentemente, controlou o ímpeto  Tricolor.

O primeiro tempo arrastou-se. Somente aos 44/1T outra jogada de perigo do São Paulo: cruzamento na área, Calleri cabeceou para o meio da área, Michel Bastos encheu o pé para nova defesa de Armani. E foi só.

2º TEMPO

Percebendo que o desfalcado São Paulo não era o demônio que pintaram, o Atlético Nacional voltou para o segundo tempo mais avançado. Logo aos 12/2T o atacante Marlos Moreno avançou pelo meio, tocou para Borja, que bateu forte, a bola ainda desviou em Maicon e foi para escanteio.

Na cobrança do escanteio, aos 13/2T, bola alçada na área, o colombiano subiu mais que a zaga Tricolor, meteu a cabeça na bola, que explodiu no travessão.

Bauza sentiu a pressão. Aos 17/2T, tirou Ytalo, que durante a partida não marcou, não articulou no meio e nem chegou ao ataque, para dar lugar a Kardec. Não funcionou.

O Atlético, que no primeiro tempo administrou, na segunda etapa estava disposto a mostrar o futebol encantador que o levou à semifinal. E foi se soltando cada vez mais, enquanto o São Paulo não chegava na bola, nem raça.

Dominado, Patón, resolveu fazer nova mudança. Aos 25/2T, tirou João Schmidt, muito lento, e colocou Daniel na tentativa de o São Paulo ligar o meio ao ataque. Também não funcionou.

A única chance do dominado São Paulo, em todo segundo tempo, aconteceu aos 25/2T, em saída de bola errada, que Michel Bastos recebeu na ponta esquerda, avançou na área, enfiou o pé e Armani, soberano, defendeu para escanteio.

Mas o pior estava por vir. E as portas do inferno abriram-se para o Tricolor aos 28/2T, quando Maicon empurra a cabeça de Borja, o árbitro argentino considera agressão, e o zagueiro foi expulso. Se o São Paulo já estava desfigurado e perdido em campo, sem o zagueiro, desmoronou.

Temendo o pior, Patón realizou a terceira substituição, aos 35/2T, sacando Wesley para a entrada de Hudson, com objetivo claro de assegurar o 0 a 0, que já seria um grande resultado, diante do não futebol apresentado e a superioridade dos colombianos, que passaram a ter um jogador a mais.

Porém, a tentativa pelo empate durou apenas um minuto. Aos 36/2T, o Atlético Nacional pegou uma bola no meio de campo, avançou pelo meio, trocou passes de primeira em triangulação em frente à grande área do São Paulo, que, perdido, só assistiu Borja sair na cara do gol de Denis. Golaço! Os colombianos deram um banho de água fria no inferno do Morumbi.

A última ducha colombiana veio aos 42/2T. Marlos Moreno recebeu dentro da grande área, tocou de calcanhar para Borja, que arrematou para fazer o segundo e decretar o final da partida.

 



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