Após 75 anos, São Paulo entra em campo para fazer a moeda cair em pé novamente



Ilustração de Nino Borges, publicado em 1943 no jornal A Gazeta Esportiva

Em 1943, durante reunião do conselho arbitral para definir o regulamento do Campeonato Paulista, um pessoa falou que toda aquela discussão era totalmente desnecessária, mera formalidade, uma vez que o São Paulo, considerado o mais fraco do “Trio de Ferro”, não estaria no páreo, bastando apenas jogar uma moeda ao alto para determinar se o título ficaria entre Corinthians ou Palmeiras.

Frente ao chiste afrontoso, um dirigente tricolor questionou: – Mas e o São Paulo? A resposta foi fulminante: – Só se a moeda cair em pé!

Na reta final do Paulista de 43, o São Paulo venceu o Corinthians por 2 a 0, bateu o Santos por 4 a 1, empatou sem gols contra o Palmeiras, sagrando-se campeão e colocando a moeda em pé. Caso que entrou para o folclore do futebol.

Passados 75 anos, o São Paulo novamente é um time desacreditado, que sofre com desmontes sucessivos de elencos, trocas de técnicos, mudanças na diretoria de futebol e que não vence um Paulista há 12 anos (desde 2005). Inserido nesse turbilhão, luta contra seus demônios para não se tornar uma equipe de pretensões intermediárias nas tabelas.

O São Paulo entrará em campo hoje, às 16 horas, no Morumbi, contra o Corinthians, na partida da semifinal do Paulista, com a missão de superar o arquirrival, dar o primeiro passo para avançar à final e tentar fazer novamente a moeda cair em pé.



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