Aguerrido, São Paulo domina e vence o Corinthians



foto Rubens Chiri

Um São Paulo aguerrido, com três volantes e muito bem postado encurralou um Corinthians desfalcado e pouco criativo no Morumbi. Toda pressão Tricolor resultou em 1 a 0 no placar, vantagem mínima, que deixa a disputa da vaga para a final em aberto, a ser decidida na quarta-feira, 21h45, no Itaquerão.

Aguirre mudou o São Paulo. Entrou com Sidão, Militão, Arboleda, Bruno Alves e Reinaldo. No meio, Jucilei, Petros, Liziero e Nenê. À frente, Marcos Guilherme e Tréllez.

 A GRANDE SACADA DE AGUIRRE | A formação de uma linha com três volantes com Jucilei, Petros e Liziero, muito contestada antes da partida, foi justamente a grande sacada de Aguirre. Além de povoar e dominar o meio-campo, impedindo o Corinthians de contra-atacar, o jovem Liziero, que jogou uma barbaridade e que atua também com lateral-esquerdo, constantemente caiu pela ponta esquerda, sendo um terceiro atacante e criando jogadas de linha de fundo.

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Outros pontos, principalmente no primeiro tempo, podem ser destacados no São Paulo de Aguirre: maior organização, variação tática e a velocidade na recomposição. Sem a bola o Tricolor fechava-se em duas linhas de 4, deixando à frente, Tréllez e Nenê com liberdade. Com a bola, o time abria-se num 4-3-3, com Liziero chegando ao ataque.

Muito além das planilhas táticas, a principal mudança com a chegada de Aguirre foi a nítida alteração no comportamento do São Paulo. De um time anêmico, indiferente aos resultados, sem sede de conquistas, contra o Corinthians foi um time que correu os 90 minutos, disputou todas as bolas, marcou pressão. Em síntese, foi um time que competiu com a garra uruguaia.

Um número desperta a atenção. Enquanto Dorival priorizava a posse de bole, o Tricolor de Aguirre dominou o meio-campo sem a bola, deixando-a com o adversário. Prova é que a partida terminou com 39% de posse para o São Paulo e 61% para o Timão.

A marcação pressão resultou no gol do São Paulo, já nos acréscimos do primeiro tempo. O lateral do Corinthians Mantuan, errou o passe, a bola bateu em Tréllez e armou um contra-ataque. O colombiano percorreu todo o campo do Timão, mas finalizou fraco, a bola deu rebote e Nene – que mais uma vez correu como um garoto o jogo inteiro – acompanhou a jogada, pegou o rebote, enfiou o pé, Cassio quase pegou, mas a bola morreu no fundo da rede.

O Corinthians, que praticamente não incomodou Sidão no primeiro tempo, na reta final propôs mais o jogo e conseguiu chegar à meta Tricolor, que se defendeu bem.

Já o São Paulo não teve a mesma intensidade nos 45 minutos finais, ainda assim criou diversas situações de perigo. Para tentar dar mais ritmo, Aguirre, aos 16/2T, tirou Marcos Guilherme e colocou Lucas Fernandes. Mas com o passar do cronômetro, o São Paulo foi diminuindo o ritmo, considerando a vantagem mínima com um bom resultado.

Com 28/2T, em uma tarde em que o termômetro bateu 35 graus, Liziero, o melhor de uma partida em que todos foram bem, deu lugar a Araruna, mantendo Aguirre a linha de três volantes, porém, agora mais fechada.

Se se considerar o jejum de vitórias em clássicos, o efeito que provoca uma vitória sobre o arquirrival, Aguirre não estava errado em assegurar o resultado.

Não foi um futebol de plasticidade apresentado pelo São Paulo, mas o que ficou muito nítido neste início de trabalho de Aguirre, é que com o uruguaio não há espaço para acomodação e indiferença. Na partida tática, o time evoluiu, mostrando em campo que tinha em mente como se postar com e sem a bola, diferente do emaranhado anterior.

Agora o Corinthians se reagrupa para contar com desfalques que não atuaram no Morumbi. Já o desafio do São Paulo é manter a mesma pegada, a organização tática e a competitividade que na primeira partida.

Fato é que a partida ainda não terminou. Em Itaquera, por mais que tentem amenizar, será uma guerra.



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