3 zagueiros, 3 volantes e 1 um gol meio da rua



Na reta final o Brasileirão 2018, o São Paulo foi a Itaquera para enfrentar o Corinthians. Em jogo, duas realidades opostas: ao Tricolor, a luta pela permanência no G4 e a possibilidade da quebra de tabu, já que nunca vencera no estádio do arquirrival. Ao Timão, a luta para somar pontos e afastar o perigo do rebaixamento.

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Mesmo frente a um Corinthians fragilizado, Aguirre escalou o São Paulo de forma diferente: Jean no gol, 3 zagueiros, 3 volantes, 2 laterais e 2 no ataque. Em campo, Jean, Arboleda, Anderson Martins e Bruno Alves. Nas laterais, Reinaldo e Bruno Peres. No meio, Jucilei, Hudson e Liziero. No ataque, Diego Souza e Carneiro.

Esquemas 3-5-2, ao contrário no imaginário popular e da matemática imposta aos olhos, não necessariamente tratam-se de posicionamentos defensivos. Há muitos times que o praticam com grande poder ofensivo, compactuando bem a defesa sem a bola, aglutinando 8 jogadores, e; no contra-ataque, fazendo o bloco do meio se unir aos atacantes, quando com a bola nos pés.

Mas não foi o caso do São Paulo de Aguirre, que não conseguiu se defender, tomando pressão constante do Corinthians e mantendo a regularidade de não conseguir atacar o adversário.

Não fosse o auxílio da arbitragem, que não assinalou um gol legítimo de Danilo, ainda no primeiro tempo, em que a bola, desafiando miopia, ultrapassou mais de meio metro das traves Tricolores, e a omissão no pênalti de Bruno Alves em Romero, o São Paulo não sairia com empate vergonhoso em 1 a 1.

Além do jardim da arbitragem, o São Paulo foi um desastre na composição e na atuação. No segundo tempo, com um jogador a mais, devido à expulsão de Araos, o São Paulo não conseguiu pressionar o Corinthians, que inverteu a situação, ocupando o território Tricolor.

Para completar, mesmo com 3 zagueiros e 3 volantes e com um jogador a mais, conseguiu a proeza de tomar um gol do meio da rua, com Ralf pegando a sobra, de longe, para bater bem, e livre, no canto direito de Jean.

O empate do São Paulo surgiu nas raras, senão única, jogada minimamente construída. Cruzamento de Everton, chute de Nene e aproveitamento de Brenner.

O São Paulo, fora de si, goza de semanas cheias para treinar. Mas parece que a cada semana definha. Está longe de ser o time limitado, porém, aguerrido do primeiro turno, quando, na garra, chegou a ocupar a ponta do campeonato.

É evidente que as contusões de Everton e Rojas, a saída de Militão para o Porto e outros desfalques reverberam no rendimento da equipe que disputa uma epopeia de 38 longas rodadas. No entanto, é incompreensível a distância entre a equipe do primeiro com a do segundo turno.

Nos corredores do Morumbi é dada como certa a saída de Aguirre ao final da temporada. Se há uma movimentação para que ele não permaneça, há também um posicionamento de Aguirre, que sinaliza não querer renovar.

Frente ao desempenho do São Paulo, resta ao torcedor, a esperança que o Tricolor, ao menos, termine o Brasileiro 2018 entre os classificados para a Libertadores. Já será um grande avanço para um clube que capenga na última década e, no ano passado, quase viveu o maior vexame de sua história com um rebaixamento para a segundona.

Principalmente se se classificar para a Libertadores, Leco sinaliza que abrirá os cofres para manter e reforçar a equipe para 2019. Além de um novo treinador, que pode ser Cuca, promete trazer três a quatro reforços de peso, incluindo, um goleiro.

O caminho indicado por Leco parece ser o mais correto que o de jogar sal na terra em que foi plantado em 2018.



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