Unidos, entrosados e sem medo da separação: conheça os gêmeos da base do Comercial



Marcos e Mateus Lelé Rinaldi dão trabalho para companheiros de time, treinadores, árbitros, bandeirinhas, familiares, namoradas e torcedores, mas certamente não há quem reclame mais que os defensores das equipes que enfrentam o Comercial na categoria sub-20. Entrosados dentro e fora de campo, os irmãos gêmeos nascidos em Ribeirão Preto há 19 anos foram os destaques da equipe da cidade na Copa São Paulo de Futebol Júnior e já treinam duro para os próximos desafios do Bafo. Por enquanto, juntos.

Mateus à frente e Marcos atrás. Ou seria o contrário (Foto: Rafael Alves/Comercial FC)

Mateus à frente e Marcos atrás. Ou seria o contrário (As fotos da matéria são de Rafael Alves/Comercial FC)

Nos três jogos da Copinha de 2016 foi a mesma coisa: Marcos com a camisa 8, trazendo a bola de trás, e Mateus vestindo a 10, para criar as jogadas da equipe que anotou quatro gols e sofreu seis no grupo que ainda tinha Cruzeiro, Vitória da Conquista e Marília. A parceria de meio de campo, porém, não começou neste ano, mas lá por 2001, quando os garotos tinham seus quatro anos.

– A gente sempre esteve nos mesmos clubes, nos mesmos lugares, desde pequenos. Começamos no futebol de salão aos quatro anos, mas com seis preferimos ir para o campo e aos nove entramos no primeiro clube. Daí a nossa história começou mesmo – explica Marcos, o camisa 8.

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O primeiro clube que confiou no potencial dos “geminhos” foi o 22 de Agosto de Brodowski, cidade vizinha de Ribeirão Preto. Foram só dois anos por lá antes da transferência ao Olé Brasil, clube dedicado à formação de jogadores. Marcos e Mateus ficaram dos 11 aos 15 anos no Olé Brasil, até serem observados e contratados pelo Comercial, onde seguem até hoje. No meio do caminho, em 2014, disputaram uma edição do Paulista sub-17 com a camisa do Batatais. Escolinha, 22 de agosto, Olé Brasil, Batatais e Comercial. Sempre juntos.

– Ele sabe onde eu posso jogar a bola, eu sei onde ele quer receber, é mais fácil para ele chutar, para eu criar chances durante o jogo. Muda muito é mais fácil ter ele do meu lado, porque o entrosamento é melhor. Agora a gente brinca que onde um vai o outro precisa ir também, mas sabemos que o meio do futebol um dia vai separar a gente, e lidamos bem com isso. Vai ser estranho, mas é a vida que escolhemos – reflete Mateus, o que deixou o bigodinho pra sessão de fotos dessa matéria.

Como sempre acontece com irmãos gêmeos no futebol, um dia eles tiraram vantagem da semelhança. Apesar de não lembrar qual foi o campeonato ou a temporada, Marcos Lelé Rinaldi conta a história melhor que eu.

– Foi aqui em Ribeirão Preto mesmo, no Olé. Eu passei mal no aquecimento em um jogo que o Mateus estava suspenso. Aí ele estava no vestiário no jogo, tal, e o treinador disse que ele entraria no meu lugar, para não perder a substituição. Mas foi um negócio muito discreto, cara. Ninguém soube. Só um amigo nosso, o Vinícius, que ficou sabendo, além da comissão. O árbitro não percebeu, nem nada – diz Marcos, entre risos.

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– O Mateus joga de meia e eu sou volante, aí ele entrou para jogar de meia e nós ganhamos o jogo, ele acabou jogando bem. Honrou a família, né?

Nos treinos e jogos, a comunicação com os companheiros é simples: quem quer chamar a atenção grita “gêmeos”. Aí os dois olham e a orientação é passada. Porque tirando o número da camisa, não há qualquer diferença. Inclusive na cor das chuteiras.

– A gente joga com a chuteira igual, lógico. Aí ferrou todo mundo – brinca Marcos, o mais extrovertido da dupla.

Marcos e Mateus têm contrato de formação com o Comercial válido até novembro de 2016, mas o futuro está indefinido, porque eles não foram promovidos ao elenco profissional, que disputa a Série A3 do Campeonato Paulista. Seja como for, estão em preparação para quando as chances surgirem. Juntos ou separados? Tanto faz.

– O Comercial sempre fala em promover os atletas, e às vezes subimos para treinar, mas por enquanto a missão é o Paulista sub-20 e esperamos fazer uma grande campanha para subir de vez ou despertar o interesse de outro clube, não sei. Claro que a gente sonha em poder jogar junto, mas se não der queremos estar em grandes clubes e jogando profissionalmente, porque nosso laço é eterno – relata Mateus.

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