Sul-Americano sub-20 não foi outro 7 x 1. Mas também deixou seu recado…



 

gallGallo balança na coordenação da base da Seleção (Foto: Bruno de Lima/LANCE!Press)

O coro sem foco por mudanças no futebol brasileiro – pós-vexame da Copa do Mundo – pediu que fosse dada mais atenção às categorias de base. Assim foi feito no primeiro torneio de seleções após o Mundial: o Sul-Americano sub-20, acompanhado por muito mais gente que o normal. A impressão geral da performance da Seleção Brasileira foi negativa, especialmente pelo modesto quarto lugar alcançado entre dez seleções. Mas, afinal, o Brasil se classificou para o Mundial sub-20, que será disputado entre 30 de maio e 20 de junho de 2015. E agora? Como o time de Alexandre Gallo vai chegar para disputar contra os melhores do mundo, não só do continente? Ou melhor, Alexandre Gallo vai chegar até lá?

Enquanto o treinador balança na coordenação das categorias de base da Seleção Brasileira, debates sobre a filosofia de jogo da equipe sub-20 são válidos e necessários. A proposta, diferentemente do que foi em outros anos, privilegia a força física, o contato, o abuso dos contra-ataques, das saídas lentas e das ligações diretas. Tudo o que o futebol brasileiro se acostumou a evitar em seus tempos áureos hoje é a receita de sucesso de Gallo. Ou, pelo menos, a receita de como alcançar os resultados. Certo? Errado? Vale observar que até na Seleção principal, dirigida pelo Dunga, o conceito não é mais esse.

A Seleção sub-20 que disputou o Sul-Americano de 2015 não é ruim. O que se tem em mãos é uma geração com talento, experiência em base e potencial grande de crescimento. Bons jogadores, como João Pedro, Marlon, Thiago Maia, Nathan, Marcos Guilherme, Gabigol, Malcom e Gérson (especialmente Gérson), mas dentro de uma formação tática sem organização, criatividade ou eficiência. O problema não são os jogadores, hoje titulares ou boas opções para seus clubes, mas o padrão de jogo, a mentalidade, o conceito.

Há duas saídas possíveis. Não pensando no Mundial ou na importância de ser campeão, mas na filosofia de jogo do futebol brasileiro, na mentalidade das próximas gerações… A primeira é a atual comissão técnica perceber que os jogadores não são biologicamente preparados para esse jogo físico e os torcedores desejam simplesmente ver bom futebol. A segunda saída é começar a mudança de cima, buscar um novo nome para definir as diretrizes e escalar o time. Mas se for para mudar que seja para melhor.



  • claudio

    essa seleção e horrível, e principalmente esses jogadores são fraquíssimos, que se acham os melhores, o futebol brasileiro já não é o mesmo a um bom tempo.

    • Nico

      Muito mal escalada e convocada também, mas concordo que tem muitos que se acham estrelas nesse time

  • Nico

    Gallo é muito fraco

  • Lamentável nosso futebol o rumo q estamos indo, Gallo não tem culpa sozinho, temos a imprensa pronta a elogiar os atletas por pura força física, não temos mais jogadores talentosos, criativos, hoje o tal futebol moderno (é só moderno sem futebol) são atletas dos empresários fortes e cabeçudos para expor na vitrine. Temos atletas jovens demais que se acham craques e o pior seus clubes são responsáveis por esse fato, apenas algumas partidas razoáveis e começam o trabalho de mídia pesado dizendo que é estrela, Neymar, etc. Aí pergunto vão para um Sul Americano dão vexame, se acham, barbárie em hotel antes do jogo da Argentina, cria se um clima tenso e sem punição, entram como titulares e nos seus clubes o tratamento é de celebridade. Onde vamos chegar??????

  • Dirigentes estão acostumados e motivados a incentivar seus atletas cujo empresários tem disposição para suprir suas necessidades, não as dos Clubes que muitos estão com dívidas sem grande revelações. Alguém conhece ou sabe de algum dirigente q ao término do contrato ficou pobre? Ouvi Rodrigo Caetano falando sobre a base do Flamengo fiquei impressionado com a cara de pau quando disse que na transição base/profi o atleta não pode ser julgado por 04/05 jogos. Sobe e fica o atleta que o empresario paga melhor, sem julgamento. Para tudo que está dando nojo de vê o rumo do futebol.

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