Minha seleção da Copa São Paulo de 2017



Enzo (Paulista); Wislem (Batatais), Gustavo (Juventus), Del’Amore (Corinthians) e Guilherme Romão (Corinthians); Tiaguinho (Juventus), Mantuan (Corinthians) e Brayan (Paulista); Pedrinho (Corinthians), Vinicius Júnior (Flamengo) e Carlinhos (Corinthians). Técnico: Osmar Loss (Corinthians).

Encerrada nesta quarta-feira com o décimo título do Corinthians, a 48ª edição da Copa São Paulo de Juniores foi dominada pelos clubes paulistas. Além do Timão, Paulista de Jundiaí (eliminado por utilizar um jogador irregular), Batatais e Juventus chegaram às semifinais, deixando forças de outros Estados para trás. Como não poderia deixar de ser, o Corinthians é o clube com mais indicados na seleção da Copinha, com cinco jogadores e o técnico Osmar Loss.

O melhor do torneio, aliás, vem do Parque São Jorge: é o meia Pedrinho, autor de cinco gols e seis assistências ao longo das nove partidas.

Confira a seguir os escolhidos para 11 posições no esquema 4-3-3 ou 4-2-3-1 e também algumas menções honrosas de jogadores que se destacaram na competição, mas não entraram no selecionado. Reclamações no Twitter: @gabe_carneiro.

Os escolhidos

Goleiro: Enzo, do Paulista – Mesmo aos 18 anos (ainda pode jogar mais uma edição da Copa São Paulo), foi o goleiro menos vazado da competição, com apenas dois gols sofridos de São Carlos e Batatais. Passou em branco em outras seis partidas e foi decisivo para a boa campanha do time de Jundiaí. Tem muita personalidade – muito por isso, estaria suspenso por acúmulo de cartões na final – e futuro promissor.

Lateral-direito: Wislem, do Batatais – Nove jogos em que apresentou muita segurança na marcação e, principalmente, força no ataque. Tem velocidade e ótima noção tática. Talvez tenha sido o jogador do Batatais com maior entendimento de jogo e regularidade ao longo da campanha.

Zagueiro 1: Gustavo, do Juventus – Muito seguro e bastante eficiente, nas bolas rasteiras e também no jogo aéreo. Já havia sido bem avaliado na Copa São Paulo de 2016 e agora “se soltou”. Sabe sair jogando com qualidade, o que o distingue de Luiz Carlos, que é o xerifão do Juventus e também merece elogios. Fica livre em março, dificilmente segue no Juventus.

Zagueiro 2: Vinicius Del’Amore, do Corinthians – Muito mais maduro do que no ano passado, foi o maior ponto de segurança da forte defesa do Corinthians. Isso sem contar a boa presença ofensiva, como no lance em que decidiu a classificação contra o Flamengo nas quartas de final.

Lateral-esquerdo: Guilherme Romão, do Corinthians – Extremamente técnico, foi o melhor da posição ao longo da Copa São Paulo, em que marcou dois gols. Além do bom futebol em sua posição, com ótimo senso de marcação e posicionamento, também foi por alguns jogos útil ao Corinthians como meia e atacante. Bom valor para ser agregado ao profissional ainda neste ano.

Meio-campista: Tiaguinho, do Juventus – Em oito jogos, dois gols marcados e só um cartão amarelo recebido. Nada mau para um primeiro volante… Com a 5 do Juventus, mostrou qualidade, firmeza na marcação e especialmente talento com a bola no pé. Tem recursos técnicos que podem ser ainda mais desenvolvidos com mais estrutura e projeção.

Meio-campista: Mantuan, do Corinthians – Uma espécie de unanimidade. Não fosse o brilhantismo de Pedrinho, seria o melhor jogador da Copa São Paulo de 2017 por conta da regularidade. Bom marcador, cerebral e presente em boa parte das ações ofensivas do Corinthians. Tem características de jogo semelhantes às de Renato, experiente volante do Santos, e é grande promessa para o futuro.

Meio-campista: Brayan, do Paulista – Mesmo aos 18 anos, já tem atuado como profissional no clube de Jundiaí. Muito por conta disso seu jogo já é mais maduro e inteligente. Canhoto e habilidoso, cria oportunidades e abre espaços com facilidade. Marcou dois gols na Copa São Paulo e mostrou que não deve ficar muito tempo no Paulista.

Atacante: Pedrinho, do Corinthians – Arte, improviso, habilidade, técnica refinada e eficiência absurda, com cinco gols e seis assistências na Copa São Paulo. Garoto nunca foi protagonista na base, mas teve campeonato de estrela e foi eleito pela própria Federação como o melhor jogador de linha da Copinha. Ajudou demais o time de Osmar Loss.

Atacante – Vinicius Júnior, do Flamengo – Quatro gols, cinco assistências e muitas jogadas de talento de um jogador jovem e com pinta de craque. Tomada de decisões e estado emocional ainda requerem cuidados, mas fica na seleção da Copinha por conta da facilidade do drible e afeição ao improviso. Precisamos de mais jogadores assim.

Atacante – Carlinhos, do Corinthians – Não se pode desprezar 11 gols em oito partidas. Mas além da artilharia, Carlinhos deu contribuições importantes para o título do Corinthians com dribles, velocidade e senso coletivo – era comum vê-lo saindo da área para abrir espaço aos meias e volantes. Deu dinâmica ao ataque campeão e provou que pode ser útil no elenco profissional.

Menções honrosas
Gerson e Douglas Pote, do Batatais, Klebinho e Denner, do Flamengo, Tiepo e Bruno, da Chapecoense, Felipe Alemão, do Paulista, Jonas Toró, do Primavera, Dener, do Juventus, e Fabricio Oya, do Corinthians.



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