Seleção Brasileira completa 50 dias sem coordenação na base. E isso é um problema



Coordenador das categorias de base da Seleção Brasileira entre 27 de fevereiro de 2015 e 14 de fevereiro de 2017, Erasmo Damiani foi demitido pela CBF e deixou o cargo vago há exatos 50 dias. Desde então, as decisões do futebol de base nacional têm sido tomadas pelas comissões técnicas das categorias sub-15 e sub-17, supervisores ligados às questões mais logísticas e especialmente por Edu Gaspar, coordenador de Seleções da Confederação.

Em outras palavras: a Seleção Brasileira completa nesta quarta-feira 50 dias sem coordenação e diretrizes em suas categorias de base. Isso porque, além de Damiani, a comissão técnica da Seleção sub-20 foi desmembrada e profissionais de scout, supervisão e administração demitidos após a má campanha e a eliminação do Sul-americano júnior, em fevereiro.

A Seleção Brasileira sub-20 não tem calendário previsto para 2017, e este é o principal argumento de quem defende a morosidade na escolha do novo coordenador da base ou mesmo do técnico da equipe sub-20. Profissionais como André Figueiredo, do Atlético-MG, e Rodrigo Leitão, ex-Corinthians, já foram sondados para a coordenação, mas não há pressa para a definição.

Deveria.

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O futebol de base nacional avançou em diversos pontos nos últimos anos: integração com os clubes, unificação de calendário, troca de informações (comportamentais, físicas, táticas e técnicas entre clube e Seleção), intercâmbio de treinadores, criação de banco de dados de atletas, contratação de equipe de observadores e analistas, integração de jogadores das Seleções de base e principal, contato com jogadores brasileiros que atuam fora do país, entre outros. Trata-se de um processo que demanda tempo e projeto de gestão. Hoje, data em que se completa 50 dias sem coordenação, a base da CBF não tem um projeto, não pensa no futuro.

Um exemplo banal: em novembro, a Seleção Brasileira sub-15, dos jogadores nascidos majoritariamente em 2002, disputa o Sul-americano da categoria, mas até agora ainda não foi convocada. Há dois anos, a título de comparação, a convocação para o mesmo torneio ocorreu em março, dando tempo e continuidade ao processo. Falando vulgarmente: se já é difícil ganhar treinando, imagine com menos treino?

Até o momento, não há previsão de contratação de um coordenador para as categorias de base da Seleção Brasileira. Como o calendário de 2017 da principal categoria é escasso e a eleição para a presidência da CBF é logo no começo do próximo ano, há possibilidade de que a base não tenha um olhar individualizado e especializado pelos próximos meses.



  • Johnny Franco Arboine

    O continente Americano precisa so de uma confederazao e nao de duas entitades corruptas.

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