Conheça os quatro pilares do trabalho do Internacional em suas categorias de base



O Internacional mudou o comando de suas categorias de base no início de 2017 e abriu uma temporada de reformulação que envolveu mudanças de profissionais nas comissões técnicas, contratações e dispensas de jogadores e tentativa de construção de um modelo de jogo para as equipes. Referência em formação no futebol brasileiro, o Colorado confia no trabalho de Diego Cabrera como coordenador da base e em quatro diferentes pilares no desenvolvimento do trabalho.

Em entrevista ao blog, o dirigente explica quais são estes pilares da formação do Inter. Dos investimentos no sub-23 à melhoria na observação de talentos pelo Brasil, Cabrera tenta montar uma estratégia de trabalho semelhante à que desenvolveu no São Paulo, onde esteve por dois anos e ajudou a formar para o elenco profissional e também reforço de caixa, como nas vendas de Lyanco e David Neres.

No Colorado são atualmente 14 atletas da base no grupo do técnico Guto Ferreira. Virão outros?

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1. Modelo de jogo

“Existe um modelo de jogo em que priorizamos a organização e uma forma de jogar muito própria na parte técnica, em intensidade e marcação forte. Esse modelo de jogo é levado para o trabalho, os treinamentos. Eu acredito em um modelo de jogo agressivo, pressionante, que consiga inibir as intenções do adversário com e sem a bola. Sem a bola, quero equipes com agressividade na marcação, que quando perdem a posse consigam pressionar para recuperar. E quando tem a bola, um jogo de posição, organizado, para criar superioridade numérica no setor ofensivo e envolver o adversário criando oportunidades. Então, no dia a dia, há trabalhos feitos para dar essa agressividade sem bola, percepção de espaços e posicionamento e tomada de decisão mais eficaz”.

2. Captação

“Dentro desse modelo, dessa forma de jogar, precisamos de jogadores com a parte cognitiva muito alta e a parte técnica muito refinada. Se não tem esse refino todo, precisa ter potencial de evolução. Há algumas características marcantes que buscamos, como mudança de comportamento muito rápida, intensidade e agressividade e algumas características físicas, como potência, força e velocidade. Os jogadores que a gente capta precisam se adaptar a todos esses conceitos e às mais diferentes formas de atuar”.

“O Brasil continua sendo o maior formador de talentos do mundo, não há outro país com essa capacidade. Mas com o crescimento das cidades, prédios, áreas de negócio, perdemos aquele campinho de pelada, onde os meninos jogavam bola e o o jogador brasileiro foi formado. Por isso, os clubes precisam se organizar em relação à metodologia e forma de trabalho e captação, passando conteúdos aos meninos. Os clubes têm que captar, trabalhar e aprimorar os talentos”.

3. Comissão técnica

“Quando priorizamos padronização de modelo, de conceitos e metodologia, os profissionais têm que ter linhas de trabalho semelhantes, então algumas mudanças foram feitas na nossa chegada, em 3 de janeiro. Buscamos profissionais de conteúdo para trabalhar dentro desse modelo”.

4. Inter B

“Minha volta ao Inter é por um projeto grande, ambicioso, principalmente de restruturas o clube e levá-lo à Primeira Divisão, que é o lugar dele. Viemos também para fazer o projeto do Inter B, nosso sub-23, trocando conceitos para que ele continue revelando como sempre. Minha volta marca o retorno desse projeto, de uma integração muito grande com a categoria principal e contato diário. O sub-23 atual já dá frutos, como Iago, Júnior, Valdemir, Mossoró, Joanderson, Juan… Estamos satisfeitos pelo momento, mas tem bastante material humano de qualidade por vir”.

“Alguns jogadores chegam em seu estágio maturacional antes dos outros, enquanto outros chegam tardiamente. Com a criação de um Brasileiro sub-23, que já teve tempos atrás, conseguiríamos proporcionar jogos de qualidade, competição e mais tempo de trabalhar alguns jogadores. Seria ótimo. Toda reunião que se tem de clubes se toca muito nesse assunto, alguns clubes que têm o projeto concordam, outros nem tanto. Acredito que conseguiríamos aprimorar os talentos e formar mais”.



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