‘Padrão de jogo e mobilização’: primeira fase do Paulista sub-17 tem time imbatível



A primeira fase do Campeonato Paulista sub-17 terminou neste fim de semana, deixando 37 clubes para trás e classificando os melhores 32 para a próxima etapa. Entre estes 32, um conseguiu fechar a fase de classificação com campanha perfeita: 14 vitórias em 14 jogos, ou seja, 100% de aproveitamento. Corinthians? Palmeiras? Santos? São Paulo? Nada disso. É a Ponte Preta.

– Antes de tudo precisamos entender que os grandes ainda não se cruzaram, então essa fase é mais tranquila. Mas é importante dizer que mantivemos um padrão de jogo ao longo das 14 partidas e que a equipe está muito mobilizada, concentrada nos jogos e no momento. O objetivo é tentar manter esse foco e esse padrão de jogo nas fases finais – explica, ao blog, o técnico da Macaca, Paulo Ricardo.

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O comandante do sub-17 ponte-pretano está no clube apenas desde março, mas tem longo currículo nas categorias de base. Ele já trabalhou nas três principais divisões (sub-15, sub-17 e sub-20) e esteve em grandes clubes, como São Paulo, Atlético-MG, Atlético-PR e Cruzeiro, onde foi bicampeão mineiro com o time júnior. Por dois anos, ele foi gerente de futebol da base do Bahia, mas avançou à licença A para treinadores da CBF e decidiu largar os bastidores para voltar ao campo.

Walisson (Foto: Divulgação)

Walisson, 13 gols em 14 jogos (Foto: Divulgação)

Além de Paulo Ricardo, o time juvenil da Ponte Preta conta com destaques em campo. John Kléber, com 21 gols marcados, é o vice-artilheiro da competição, atrás somente de Brenner, que já trabalha com os profissionais do São Paulo. Walisson é outro destaque, com 13 gols, enquanto Vinicius Leonardo desempenha bom papel na defesa e Yago mantém números interessantes como defensor da meta.

Em 14 partidas, a Ponte Preta sub-17 marcou 58 gols e sofreu apenas seis. É o segundo melhor ataque (o São Paulo marcou 71 vezes) e a melhor defesa (empatado com o Inter de Bebedouro). Os bons números já mobilizaram a diretoria da base a assinar contratos profissionais com 11 jogadores: Vinicius Leonardo, Walisson, Ramon, Juninho, João Fernando, Igor Maduro, Júlio Vitor, Isac, John Kléber, Abner e João Vitor Xavier. Geração de ouro!

– Começamos muito bem a competição, mas não ganhamos nada. Ganhar é difícil, mas se manter ganhando é muito mais. O que ocorreu até agora credencia a equipe a buscar o título, mas é preciso trabalhar. Pelo menos é mais fácil corrigir problemas com as coisas dando certo e não sob pressão – diz Paulo Ricardo, satisfeito com os primeiros passos já dados na imbatível Macaca.

John Kléber, 21 gols (Foto: Divulgação)

John Kléber, 21 gols (Foto: Divulgação)

– Sub-17 é aquela fase de adolescência, de contratos, uma mudança muito grande na vida, um sistema um pouco complexo na faixa etária. Até agora os resultados nos credenciaram a muitas coisas, mas não aconteceram por acaso.

Fim de terceirização foi decisivo

Francisco Alvarenga, diretor da base da Ponte Preta há pouco mais de dois anos, tem explicações objetivas para o sucesso do time sub-17 no Paulistão: o fim da terceirização das categorias de base em 2013 – por dois anos, os times sub-15, sub-17 e sub-20 foram geridos por uma empresa de agenciamento esportivo. Desde que a própria Ponte passou a investir na base, nasceu uma nova metodologia de treinamentos, com fundamentos de jogo adicionados a partir do sub-14. É justamente a geração que hoje está no juvenil.

– Praticamente reformulamos a base, tomamos uma série de medidas visando médio e longo prazo, como diminuir número de atletas, métodos de treinos, fundamentos e padronização da parte tática. Também inserimos algumas programações de palestras, algumas até motivacionais para criar vínculo com o clube, vontade de vestir a camisa no profissional, porque sabemos que em certa idade eles querem ir para o Corinthians, Palmeiras, Europa… Mas ultimamente cada vez mais meninos estão querendo ficar. Também integramos com o profissional. Há estrutura, tinha um campo, agora estamos indo para o quarto campo, parte de alimentação, psicologia… Enfim, agora o foco é começar a ganhar os títulos pelos quais trabalhamos nos últimos anos.



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