Ouro pelas mãos de Micale pode mudar nossa percepção de trabalhos no futebol



Vice-campeão mundial sub-20 em 2009, campeão em 2011 e novamente vice em 2015. Medalha de prata em Londres, 2012, e ouro na Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016. O problema do futebol brasileiro não parece ser a qualidade do jogador formado por aqui… Nunca foi. Há bons e maus trabalhos de formação, como em qualquer setor ou localidade geográfica. O grande perigo é quando se privilegia um mau trabalho em detrimento de outro com potencial para inovar, acrescentar, mudar, reinventar.

O ouro inédito em 2016 era fundamental para a mudança de percepção de futebol por parte do brasileiro. Estávamos nos encaminhando para uma Olimpíada sob o comando de Dunga há pouquíssimos meses. Claro que Dunga tem seus méritos como profissional, mas não é nada que possa inovar, acrescentar, mudar ou reinventar em algum sentido. É um mais do mesmo, que caiu pelos maus resultados e deu lugar a Rogério Micale no comando do time sub-23.

Micale representa uma geração de treinadores que precisa ganhar cada vez mais espaço. Há estudo, preparação, mente aberta para novos conceitos, proposta de jogo, visão global e, principalmente, conhecimento. Perder com Micale seria enterrar uma possibilidade de mudança. Vencer com Micale significa levar clubes e dirigentes a pensar “fora da caixa” sobre a possibilidade de inovar, acrescentar, mudar ou reinventar. Por que sempre contratar os mesmos? Por que ter medo de mudar? Por que ter medo de fazer uma aposta? Por que não arriscar? Por que não?

A Seleção Brasileira olímpica mereceu todas as críticas realizadas depois dos primeiros jogos. Foi até pouco. Mas era claro que ali havia trabalho, preparação, margem de evolução. Evoluiu. E ganhou. Agora, que venham novos Micales.



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