Os altos e baixos da Seleção sub-17: destaques, problemas e desafios



A Seleção Brasileira sub-17 está classificada para o hexagonal final do Sul-Americano da categoria, disputado no Paraguai. Nos quatro jogos da primeira fase, a equipe comandada pelo técnico Caio Zanardi somou duas vitórias (contra Colômbia e Peru), um empate (Paraguai) e uma derrota (Venezuela). Foram 10 gols marcados (o segundo melhor ataque, atrás do Uruguai) e 7 gols sofridos, números que fizeram o Brasil se classificar no segundo lugar do Grupo A.

O hexagonal final do Sul-Americano sub-17 tem início nesta terça-feira e colocará à prova os talentosos garotos brasileiros, que apresentaram nos quatro primeiros jogos muita qualidade, mas também de uma série de problemas que precisam superar as oscilações normais da idade para trazerem ao país um sopro de esperança.

O atacante Leandro é o artilheiro do Brasil no torneio, com cinco gols marcados, sendo três só contra o Peru. O jogador da Ponte Preta também é a grande surpresa, já que precisou disputar posição nos amistosos de preparação, em Itu. Leandro tem opção de ser centroavante ou jogar mais na ponta, e mostra qualidade nas duas posições. Evander, do Vasco, e os laterais Klebinho, do Flamengo, e Caíque, do São Paulo, também têm sido importantes destaques da equipe.

Mas no jogo da classificação, foi uma mudança do técnico Caio Zanardi que deu o resultado ao Brasil: ao acionar Marco Túlio na vaga de Matheus Pereira, o treinador viu sua equipe errar menos passes e atacar com mais velocidade. Matheus Pereira, aliás, é um dos exemplos de jogadores que têm oscilado demais. Na derrota contra a Venezuela foi mal, exagerou na tentativa de lances mais plásticos e deixou a desejar em termos de eficiência. Contra a Venezuela, aliás, a Seleção Brasileira foi um show de horrores, com um segundo tempo de mau futebol, falhas do goleiro Bruno e muitos erros.

Como dito, é normal oscilar na categoria sub-17. Os garotos são expostos a pressões e situações imprevisíveis e inesperadas. Mas a Seleção Brasileira, especialmente contra Venezuela e Paraguai, mostrou apatia e desinteresse. Sem contar que, tirando esse segundo jogo como exemplo, Zanardi tem sido surpreendido com alterações dos técnicos rivais, e o Brasil demora a retomar o caminho certo dentro das partidas.

Agora, o principal desafio da Seleção Brasileira é fazer o que fez nos bons momentos contra Peru e Colômbia: ter capacidade de reação, qualidade nas trocas de passe, domínio da posse de bola e aposta no jogo coletivo, sem firulas e com objetividade. Com ou sem centroavante, com ou sem um homem cerebral no meio, é necessário criar chances e sufocar o adversário. E quando isso não for possível, ter o controle do jogo e correr poucos riscos. O resultado pode não ser o esperado, mas o objetivo de ajudar na formação dos próximos craques brasileiros precisa ser minimamente alcançado. Até agora isso vem acontecendo.

1(A Seleção Brasileira sub-17 faz campanha regular em 2015/Foto: CBF)

VEJA OS JOGOS DO HEXAGONAL FINAL DO SUL-AMERICANO SUB-17:

17/3 (terça-feira), às 17h50 – Brasil x Argentina
20/3 (sexta-feira), às 17h50 – Brasil x Equador
23/3 (segunda-feira), às 19h – Brasil x Uruguai
26/3 (quinta-feira), às 21h10 – Brasil x Paraguai
29/3 (domingo), às 19h, Brasil x Colômbia



  • Ataide

    Com tantos técnicos bons por aqui, levam coisas como Caio Zanardi e Galo para as seleções de base. O galo montou quase toda a seleção com jogadores que atuam na Europa, como se por aqui não tivesse qualidade. Ou ele não conhece as bases dos times brasileiros ou está cumprindo ordens ou está levando vantagens como essas convocações no mínimo estranhas.

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