No sub-17, Botafogo supera perda de titulares e tenta coroar ‘ano da colheita’



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Depois de vencer o Vitória por 3 a 1 no Barradão, o Botafogo recebe o segundo jogo das finais da Copa do Brasil sub-17 nesta terça-feira, às 16h30, no estádio Nilton Santos. Apesar da mão na taça pela boa vitória fora de casa, a equipe carioca prefere colocar os pés no chão antes do compromisso decisivo.

Por isso, o grupo de jogadores está concentrado desde sábado, com pouquíssimo contato com o mundo exterior. A ideia do técnico Felipe Conceição, que está ao lado dessa geração desde o sub-15, em 2013, é controlar a ansiedade dos garotos nessa difícil etapa de formação. Satisfeito com o trabalho realizado até agora, o treinador não quer que o aspecto psicológico atrapalhe o time.

– Estamos concentrados já prevendo os efeitos do entorno do que se passa com meninos dessa idade chegando em uma final. Resolvemos preservar os meninos para controlar essa ansiedade, controlar o emocional. Será mais um jogo difícil em uma competição que confirmou ser a melhor da categoria. A Copa do Brasil sub-17 é espetacular para a formação dos meninos, porque tem jogos competitivos, muitos gols e comportamentos táticos interessantes, com muita variação – diz Felipe Conceição, ao blog.

Conceição iniciou o trabalho no Botafogo na categoria sub-15 e “subiu” junto com os garotos, nascidos em sua maioria em 1998. Na categoria inferior, a equipe foi vice-campeã da Taça Rio e assegurou o terceiro lugar da Copa Nike. A formação do atual elenco ainda teve outros obstáculos. Por atrasos de salário, três garotos titulares do Botafogo na categoria se mandaram: Alexandre, Daniel Patrick e Matheus Moresche, todos para o Corinthians. Ao treinador, coube controlar os ânimos e remontar o time. Agora é hora de colher!

– Quando você perde peças, tem que continuar. Aí o menino que estava esperando a oportunidade entra e aproveita. Essa é a nossa filosofia de privilegiar o grupo, não só um ou dois atletas. Geralmente um clube protege dois ou três destaques considerados craques, mas não é assim no Botafogo. O futebol mudou e os clubes precisam formar mais. Isso que eu faço há dois anos. Ano passado foi o ano da reconstrução e 2015 é o ano da colheita.



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