Mico Freitas, o marido angolano da Kelly Key, quer ajudar a formar os novos craques brasileiros. E ele sabe o que está fazendo



2Kelly Key é casada há dez anos com o empresário angolano Mico Freitas. Fenômeno da música pop brasileira no início da década de 2000, a intérprete de sucessos como ‘Baba Baby’, ‘Cachorrinho’ e ‘Adoleta’ tem uma relação muito mais íntima com futebol do que se imagina. Mico, seu marido, defendeu times de Angola e Portugal até os 18 anos, e agora planeja ser treinador. Aos 33 anos, ele já teve sua primeira experiência, na comissão técnica do Vasco sub-11, onde trabalhou no segundo semestre do ano passado.

Mico Freitas chegou ao Vasco para um estágio, a princípio de um mês de duração, a pedido da ABTF (Associação Brasileira de Treinadores de Futebol), escola em que havia completado três níveis de um conceituado curso de treinadores. A experiência que deveria durar um mês durou seis, e por lá Mico desenvolveu seus conhecimentos ao lado de Vinicius Almeida, técnico da categoria sub-11. Ao fim do estágio, quase assumiu o Amadense, da Segunda Divisão do Campeonato Sergipano, mas preferiu esperar e concluir o nível 4 da ABTF antes do novo passo.

– Minha paixão por futebol nasceu desde muito pequeno, sempre fui fanático por jogar e ver jogos.Tentei atuar profissionalmente, passando por algumas escolas e clubes nas categorias de base, sendo a minha última passagem nos juniores do Alverca, de Portugal. Também desde cedo admirei aposição do treinador, da liderança, da gestão. Por isso fiquei viciado em jogos como Championship Manager e outros semelhantes e tenho estudado bastante – diz Mico Freitas, ao blog.

Hoje, o angolano formado em direito divide seu tempo entre a administração de uma rede de hotéis na África, a administração da carreira e de eventos de Kelly Key e os estudos para ser treinador – além de não cansar de ver jogos, Mico costuma ler livros e se atualizar em conversas com profissionais mais experientes.

1

– Minha experiência no Vasco foi sensacional, aprendi bastante e absorvi o máximo possível. Lá, eu fiquei impressionado porque encontrei de tudo, jogadores ótimos e com características bem diferentes. E o melhor, que foi o fato de muitos deles já estarem bastante adiantados taticamente. É preciso dar força à base durante muitos anos, porque lá na frente os clubes colhem os frutos – identifica o jovem treinador de 33 anos, que afirma não ter visto muito deslumbramento na base do Vasco, mesmo sabendo os perigos da fama “fácil”.

– Dinheiro fama e poder são coisas que bastam para mudar o comportamento de uma pessoa com cabeça fraca. Imagina as três, que muitas vezes é o que o futebol proporciona. A solução é ter uma cabeça boa e orientar os pais a colocar seu filho com os pés no chão. Nessa fase da idade um técnico tem que saber conversar e mostrar o que é certo ou errado, porque no fundo somos um pouco pais e psicólogos.

Mico Freitas sonha comandar a seleção de Angola em um futuro próximo. Mas antes, tem um desafio maior: fazer Kelly Key, o ícone pop de uma geração, se apaixonar por futebol.

– Ele apoia bastante as minhas decisões, porque sabe da minha vontade. Mas ele é meio desligada para futebol, viu? Só vê quando eu obrigo!



MaisRecentes

Conheça os quatro pilares do trabalho do Internacional em suas categorias de base



Continue Lendo

Titular da Seleção na base, promessa do Corinthians vive cartilha de ‘novo Pedrinho’



Continue Lendo

Entre os melhores times sub-20 de SP, Água Santa tem camisa 10 que é destaque aos 16



Continue Lendo