Melhor ataque da Série A, Atlético-MG mantém força ofensiva em todas as categorias de base



O sucesso das categorias de base do Atlético-MG é inegável. Na temporada 2014, entre 15 competições oficiais disputadas, a equipe chegou pelo menos às semifinais em 14 delas, um número assustadoramente positivo mesmo em comparação às grandes escolas do mundo, como a alemã ou a espanhola. Muito mais importante que os resultados, porém, é o nível dos atletas que vestem a camisa do Galo e sobem constantemente para o profissional. Ou seja, a formação.

A principal filosofia dentro do processo de formação de atletas do Atlético-MG é o jogo moderno, de proposição, e essa teoria vai da base ao profissional. Se hoje os comandados de Levir Culpi ostentam 42 gols marcados em 25 jogos – o ataque mais positivo ao lado do líder Corinthians – do Brasileirão, as categorias sub-20, sub-17 e sub-15 também lideram as estatísticas do Campeonato Mineiro em número de gols e na quantidade de goleadores em cada divisão.

O sub-20, hoje na disputa do hexagonal final do Estadual, tem 36 gols em 19 jogos, além do artilheiro Yago, que marcou nove vezes até o momento. Já o sub-17 anotou 30 gols em apenas sete partidas, e tem em Andinho seu principal goleador, com oito gols, seguido por Alessandro, dono de outros sete tentos. Para finalizar, o sub-15 tem a marca mais arrasadora: simplesmente 50 gols em sete partidas, média de quase oito gols por jogo. Sim, oito gols por jogo. Só Alerrandro, o goleador máximo, tem 16 até agora.

Sub-15 já foi campeão da Copa do Brasil em 2015 e goleou por 19 a 0 no Mineiro (Foto: SBBrasil)

Categoria Sub-15 já foi campeão da Copa do Brasil em 2015 e goleou por 19 a 0 no Campeonato Mineiro (Foto: Laranjal Paulista)

– Nossa filosofia não é de ser ofensivo, mas de ser moderno, com times que defendem e atacam bem. Hoje a proposta do Atlético-MG é de propor jogo. Não se faz o gol e depois passa a defender para evitar o empate. Você busca o outro gol, depois outro e outro. Essa é a proposta do profissional também, que às vezes toma empate por ir para cima de um adversário que já vencia. A visão do clube é que a base é um investimento, e nossa filosofia é formar atletas de qualidade para o profissional com a preocupação não de garantir resultados a qualquer custo, mas de jogar bem – explica André Figueiredo, gerente das categorias de base do Atlético-MG desde 2004.

Satisfeito com o apoio que a diretoria atleticana tem dispensado às categorias de base desde a gestão de Alexandre Kalil, Figueiredo descreve a filosofia em um gesto, ocorrido quando ele não consegue acompanhar a partida de alguma categoria no local.

– Quando não vou aos jogos e ligo para os coordenadores para saber, não pergunto quanto foi o jogo, e sim como foi o jogo, se buscamos o gol ou se fomos covardes. Vencer ou perder o jogo não importa. Se fizermos 1 a 0 e segurarmos, o treinador da categoria vai ter que ouvir no dia seguinte – relata, antes de completar com suas impressões sobre o atual momento da base no país:

– O trabalho de base começa quando a diretoria investe na base e cobra resultado em relação à quantidade de atletas que há no profissional, ou se estão jogando em alto nível e tendo lucro. Há dois tipos de lucro com jogadores da base: o lucro direto, que é vender o jogador, e o lucro indireto, que ocorre se o menino se destaca, vira titular e ajuda a tirar um jogador mais caro da folha. Esse processo todo começa quando a diretoria dá tranquilidade para trabalhar sem cobrar apenas resultado em campo.



  • ELSON

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