Jorge Wilstermann faz peneira e cria escola no Brasil por novos talentos e opção à comunidade boliviana



Poucos dias após ser eliminado pelo River Plate (ARG) na Copa Libertadores em que chegou até as quartas de final após deixar o Atlético-MG pelo caminho, o Jorge Wilstermann (BOL) deu um novo passo em seu processo de internacionalização. No último domingo, o clube inaugurou sua primeira escolinha de futebol fora do país.

Curiosamente, ela fica no Brasil, o país com a maior comunidade boliviana imigrante do mundo, especialmente em São Paulo – segundo dados oficiais são 60 mil pessoas, menos apenas que os portugueses na capital paulista.

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A escola oficial do Jorge Wilstermann no Brasil fica na Rua Arisugawa, no bairro Jardim Japão, Zona Norte de São Paulo. São oferecidas três aulas por semana com 1h30 de duração e a promessa é de testes frequentes para integração de jovens talentos às categorias de base do clube boliviano. Um dos primeiros projetos, inclusive, será a seleção de jogadores para participação em um torneio no mês de dezembro.

O Jorge Wilstermann disputará a Cruzeiro Cup sub-15 no fim do ano e planeja integrar oito garotos de sua escolinha oficial a mais dez jovens jogadores que virão da Bolívia. Para isso haverá uma peneira nos dias 24 e 26 de outubro no campo da Rua Anhaia, 1239, no bairro do Bom Retiro. As avaliações serão entre 8h e 13h e o clube disponibilizou o telefone (11) 94164-4177 para mais informações. Além da categoria infantil, o clube também avaliará jogadores sub-12, sub-17 e sub-20 para possível integração.

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Três profissionais brasileiros estão por trás da escolinha oficial e da peneira: Felipe Prado, coordenador técnico do Jorge Wilstermann responsável pelas contratações de brasileiros como Thomaz (hoje no São Paulo) e Serginho, Emerson Torres, ex-técnico do sub-20 da Portuguesa, e o auxiliar Luis Fernando Vallentim. Além da formação de talentos para o clube, a ideia do projeto é dar uma nova opção aos filhos da imensa comunidade boliviana no Brasil.

– Vamos ter uma estrutura excelente para os filhos dos bolivianos que queiram fazer um trabalho de introdução no futebol e na cidadania. Existe uma questão humanitária de prática de esporte, estudos e ocupação de tempo com temas saudáveis. Tenho certeza que um trabalho de médio prazo dará bons frutos ao clube e às pessoas – explica Prado.



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