Como intercâmbios esportivos viraram alternativas viáveis para jovens jogadores



Os casos têm se multiplicado nos últimos anos.

Na maioria das vezes, jovens entre 16 e 23 anos que tentaram a carreira no futebol brasileiro, mas por alguma razão travaram no meio do caminho e começaram a buscar alternativas para não abandonar o esporte e ao mesmo tempo desenvolver outra atividade profissional pensando no futuro. Uma dessas alternativas, bastante viável para jovens jogadores brasileiros atualmente, são intercâmbios esportivos internacionais.

Atualmente há diversas empresas no mercado que avaliam, preparam e acompanham os garotos brasileiro na busca por bolsas de estudo, especialmente nos Estados Unidos. O blog já contou uma história assim, do jovem André Shinyashiki, filho do psiquiatra, escritor e palestrante Roberto Shinyashiki, que estuda e atua no time da Universidade de Denver.

O resultado do esforço é simples: além de praticarem o esporte preferido em bom nível, os estudantes e atletas têm acesso às bolsas de estudos, que ainda cobrem gastos com moradia e alimentação.

Atual auxiliar técnico da Seleção Brasileira e responsável por análise de atletas e adversários, Matheus Bachi estudou e jogou nos Estados Unidos entre 2010 e 2014. Em 2016, formado e após passagens pelas comissões técnicas de Caxias e Corinthians, foi chamado por Tite, seu pai, para trabalhar na CBF. Ao blog, ele explica como a experiência agregou em sua formação.

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– A minha experiência foi sensacional. Primeiro eu fui para a University of the Cumberlands, onde comecei os estudos e joguei a minha primeira temporada, e depois me transferi, joguei e graduei em Ciência do Exercício pela Carson Newman Univesity. Essa experiência me acrescentou muito tanto dentro quanto fora de campo, na questão técnica e tática do futebol. Por estar convivendo com muitos atletas e treinadores de diferentes locais do mundo, cada um tem uma ideia e visão de futebol diferente. Então tem que ter muita conversa e bom senso de todas as partes. Aprendi muito com os europeus a jogar em linha de quatro, as coberturas, áreas de ação. Mecanismos de sistemas táticos que até então no Brasil não eram muito utilizados, o que com certeza me deu uma segurança maior ao retornar ao Brasil – diz Matheus, que realizou intercâmbio por uma empresa chamada Educa Sports.

Só esta empresa pela qual Matheus passou já levou 58 jovens jogadores aos Estados Unidos e tem 11 em processo de graduação atualmente, segundo informações divulgadas à imprensa.

Alta qualidade de ensino, domínio do inglês, maturidade e desenvolvimento pessoais, autonomia, diversidade cultural, conciliação de esporte e estudos… os jovens jogadores brasileiros definitivamente ganharam uma nova opção.



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