Inspirado e orientado pelo irmão Adriano, Jackson ‘Pagodinho’ chama atenção no Campeonato Paulista sub-17: ‘Marcador forte’



Jackson Vinicius dos Santos atuou em 12 jogos do Campeonato Paulista sub-17 até o momento, e acumula números bem positivos: com ele em campo, o Grêmio Novorizontino venceu dez vezes, empatou uma e foi derrotado uma única vez. Além disso, marcou 34 gols e sofreu apenas nove nas partidas em que seu camisa 5 foi acionado. Não à toa, as marcas credenciaram a equipe ao primeiro lugar isolado do Grupo 2 do principal torneio juvenil de São Paulo – só Palmeiras, Corinthians e Ferroviária somaram mais pontos entre os 66 clubes da primeira fase.

Primeiro volante da competente equipe de Novo Horizonte, Jackson tem sido um dos destaques da campanha até o momento. Aos 16 anos, o garoto está no clube apenas desde fevereiro de 2016, quando foi trazido para testes por alguém bem conhecido no cenário nacional do futebol e que, por coincidência, é seu irmão.

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Revelação das categorias de base do Santos, campeão da Libertadores de 2011 como titular, e ex-jogador de outros clubes importantes, como Grêmio e Vitória, Adriano disputou o Campeonato Paulista deste ano pelo Novorizontino, e trouxe “na mala” o irmão mais novo, Jackson. E se o Adriano atende pelo apelido de “Pagode”, o irmão virou “Pagodinho”.

– O pessoal me chama de Pagodinho mesmo, mas está tudo bem, eu deixo. Pode ser. Gosto de pagode, samba, sertanejo, então não tem problema – brinca Jackson.

O garoto iniciou a trajetória no esporte jogando futsal pelo Santos, com o irmão mais velho levando e buscando do ginásio da Vila Belmiro. Foram sete anos no clube até Adriano arrumar o teste no Novorizontino. Bem recebido pelo restante da garotada, Jackson não demorou a se adaptar ao futebol de campo. Irmão coruja, Adriano Pagode falou ao blog sobre os sonhos do caçula.

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– O Jackson é muito dedicado. Desde que chegou ao Novorizontino, no início deste ano, ele perdeu oito quilos e, hoje é um dos destaques do time não apenas na parte técnica, mas também como um dos líderes. E ainda é o cobrador oficial de pênaltis do time – elogia Adriano.

Jackson se inspira em Adriano de maneira plena. Além do irmão mais velho já ter vivido de tudo no futebol – títulos, glórias, reconhecimento, ostracismo, lesões, voltas por cima, etc, etc -, o caçula da família Santos ainda joga na mesma posição do irmão mais velho.

– Eu sou primeiro volante, igual o Adriano. Sou um marcador forte, mas saio para o jogo também. Ele é uma inspiração, porque além de ser meu irmão é um grande jogador. Sem contar que o nome dele é sempre bem falado, porque ele é um ótimo atleta, comportado, sempe dando o máximo nos clubes. Eu tento sugar o máximo de informação dele e guardo na mente para praticar. É uma referência, né? – diz o garoto.

Adriano não exerce qualquer pressão para o garoto se profissionalizar no futebol. Segundo ele, o apoio é irrestrito, mas a decisão de levar o esporte profissional adiante será unicamente de Jackson. Nos últimos meses a proximidade entre os irmãos tem sido significativa: Adriano está sem clube, e vive em Novo Horizonte mantendo a forma à espera dos próximos desafios. Jackson mora no alojamento do Novorizontino, e a distância para a casa do irmão é de apenas três quadras.
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– Vou lá quase todo dia, ter um contato mais próximo. Por isso é que estou conseguindo me adaptar tão rápido, porque estou perto de algumas das pessoas que amo, enquanto outros garotos sofrem com a distância maior – reconhece Jackson, que na infância gostava muito de bater papo e bola com Arouca, companheiro de concentração do irmão Adriano.

O Adriano Pagode ainda está longe de pendurar as chuteiras, mas o Jackson Pagodinho já vem chegando por aí. O show tem que continuar, não é mesmo?



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