Insistência no erro pode afastar o ouro mais próximo da Seleção Brasileira na Olimpíada



Ney Franco comandou a Seleção Brasileira no ciclo olímpico para Londres-2012 e acumulou boas performances, como na campanha do Sul-Americano sub-20 do ano anterior, que deu vaga para a Olimpíada e mostrou ao mundo a infernal Seleção de Lucas, Neymar, Danilo, Oscar e Casemiro. Porém, Ney Franco não comandou a Seleção Brasileira na Olimpíada, já que Mano Menezes “cresceu os olhos” e não consolidou a boa campanha: convocou jogadores acima de 23 anos que viraram reservas, não achou um time titular, não controlou o vestiário…

Para a Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016, a CBF conseguiu a proeza de repetir o erro. Assim, Rogério Micale comandará o ciclo e Dunga assumirá o time olímpico. A grande questão em torno dessa decisão é que Dunga e Micale possuem estilos de trabalho radicalmente inversos, e o que o segundo fizer pode ser completamente anulado pelas decisões do primeiro. Por que não manter Micale na Olimpíada? Força do nome? Vaidades pessoais?

Com Micale, uma boa geração de jogadores está sendo bem trabalhada. Primeiro porque trata-se de um time com princípios: jogadores aproximados facilitando a mobilidade, linha de marcação alta, enfim. O primordial é ter um time produtivo, que gosta da bola no pé e trabalha com velocidade. Exatamente isso: tudo diferente do que é feito com a Seleção principal. Não que uma seja melhor que a outra, mas uma é organizada e a outra passa longe disso.

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E o que se nota mesmo com os amistosos irrelevantes das duas útimas semanas é a elevação do número de jogadores aptos a serem incluídos no projeto olímpico. Gabigol, que nem jogou o Mundial sub-20, ganhou créditos graças à sua postura tática, sua evolução física e sua grande qualidade de finalizador. Gabriel Jesus, ainda mais novo, ainda oscila, mas o talento sempre se impõe. É mais uma boa opção. E não se esqueçam que em 2016 certamente vai ter Neymar…

Na zaga, Lucão e Marlon são como a camisa e o botão. Dupla entrosada, confiante, valente, que se entende no olhar. E não esqueçam que o Marquinhos também tem idade olímpica. Além de Dória, Rodrigo Ely, Gustavo Henrique, Samir… Seriam os zagueiros olímpicos melhores opções que os da Seleção principal?

Também não vamos esquecer de Fabinho, Fred, Felipe Anderson, Lucas Silva, Rafinha, Rodrigo Caio, Talisca, Jorge, Zeca, Danilo, Wendell, Thiago Maia, Douglas Santos, Walace, Valdívia, Kenedy, Marcos Guilherme… A maioria dos nomes já maturados, com importantes sequências em times profissionais e boa chance de crescimento. Então o que poderia atrapalhar o ouro olímpico em 2016? O comando, amigos. O comando.



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