Faltou inspiração, mas sobrou aplicação contra Portugal. Brasil na semi do Mundial sub-20!



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Portugal dominou o Brasil do início ao fim no jogo válido pelas quartas de final do Mundial sub-20 da Nova Zelândia. Por mais que se possa citar o gol anulado de Danilo ou o pênalti não marcado em Gabriel Jesus já no fim, a equipe de Rogério Micale teve dificuldades e não se encontrou no jogo. O futebol de toque de bola, velocidade, ataque e improviso não apareceu, talvez pela primeira vez em todo o torneio.

E mesmo assim a Seleção Brasileira conseguiu segurar o empate em 0 a 0 contra a fortíssima seleção portuguesa no tempo normal e na prorrogação e venceu nos pênaltis, por 3 a 1. Agora, a equipe canarinho enfrenta Senegal nas semifinais da Copa do Mundo de juniores na próxima terça-feira, 1h30. Quem vencer enfrentará o finalista entre Mali, que eliminou a Alemanha (SIM, ESSE ANO NÃO TEM 7 a 1), e a Sérvia, que deixou os Estados Unidos pelo caminho.

Considerando toda a coordenação do projeto Mundial sub-20, a Seleção Brasileira já foi além das expectativas. Vale lembrar que Rogério Micale foi contratado há 20 dias do início do torneio para ocupar a vaga de Alexandre Gallo, que já desempenhava o trabalho desde 2013, convocou a Seleção para o Mundial e foi dispensado antes mesmo do início do período de treinos. Micale teve pouquíssimo tempo, e mesmo assim conseguiu imprimir seu estilo.

Diante de Portugal, as coisas não deram certo e faltou inspiração para as esperanças da equipe, como Boschilia, Marcos Guilherme, Andreas Pereira e Gabriel Jesus. Não importa o que tentassem, a segunda bola nunca era do Brasil. Do outro lado havia uma geração de Portugal que atua junta há pelo menos quatro anos, compondo um time maduro e bem treinado. Não é à toa que foram 16 finalizações contra nove do Brasil. Tudo isso valoriza ainda mais a classificação brasileira.

Até porque mesmo sem marcar gols nas últimas duas partidas, a equipe mostrou invejável aplicação e conhecia os riscos de jogar com apenas um volante, sendo ele (Danilo) bastante atirado na busca pelo ataque. Mas o capitão não é o único destaque individual. Marlon pode ser considerado o melhor homem em campo, pois não perdeu nenhuma, por cima ou por baixo, cobriu as saídas dos laterais e pouco expôs o gol de Jean. O goleiro, aliás, reúne boa parte dos elementos que caracterizam um bom jogador da posição: reflexos, agilidade, impulsão e inteligência. Sem contar o bônus de ser um bom malandro, que irrita atacantes rivais e faz seu jogo debaixo das traves.

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Vem aí mais um desafio complicado, agora contra Senegal, que é atual vice-campeã africana da categoria. Pelo menos o pior já passou.



  • Giovanni

    Não acho que Portugal tenha dominado o Brasil “do começo ao fim”, inclusive acho que o Brasil foi melhor no primeiro tempo. Mas concordo que, no geral, a seleção dos tugas foi melhor. Inclusive, eles e os alemães eram os melhores até o momento, dos jogos que vi.

    Dos jogadores, não gostei da atuação do Lucão, meio estabanado, e acho a lateral esquerda disparado o ponto mais fraco da seleção. Marlon foi muito bem mesmo, mas pra mim a melhor atuação foi do Danilo. Que volante!

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