Camisa 10 ‘abençoada’ na base da Seleção Brasileira abraça aposta em Gabriel Jesus



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Ângelo, lateral do Corinthians, Oliveira, meia do São Paulo, Fernando Henrique, goleiro do Fluminense, Alcides, zagueiro do Schalke 04, Fábio Bilica, Bobô, Eduardo Ratinho, Carlão, Ji Paraná, Maylson, Bruno Bertucci, Negueba, Henrique Caixeta, Ernane (o Kaká do Nordeste)… Lembra deles? Todos disputaram o Mundial sub-20 com a camisa da Seleção Brasileira nos últimos 20 anos. E o que aconteceu depois eu nem preciso dizer. Nenhum deles, no entanto, usou a mítica camisa 10 canarinho. Por mais que as “flopadas” sejam comuns nas categorias de base, raramente um camisa 10 naufraga na carreira.

Sorte de Gabriel Jesus, joia do Palmeiras escolhida pelo técnico Rogério Micale para ostentar a numeração no Mundial da Nova Zelândia, que começa no próximo dia 30. Na seleção sub-20, Gabriel tem treinado aberto pela direita no esquema 4-3-3, acompanhado de Marcos Guilherme, do Atlético-PR, e Jean Carlos, do Real Madrid, ou Judivan, do Cruzeiro, centralizados. No Palmeiras, clube que o formou e o profissionalizou em 2015, Gabriel Jesus também costuma atuar como centroavante, de costas para a marcação. Pelo Verdão, até agora, Gabriel Jesus tem dez jogos e ainda não marcou gols.

Já na Seleção, a trajetória de Gabriel Jesus é recente. Como atuava na várzea até os 14 anos, o talentoso jogador não teve acompanhamento das seleções de base antes do sub-20. Chamado para um torneio amistoso na Áustria em março, o atacante agradou tanto que foi lembrado por Alexandre Gallo no Mundial em vez de nomes como Gabigol, Carlos, Bruno Gomes e até Malcom, que só foi chamado depois, já por Micale. Esses fatores configuram Gabriel como uma aposta da CBF, já que ele não tem qualquer histórico na base da Seleção. Soma-se a isso o fato de ele ser o mais jovem da delegação.

Titular e escolhido como camisa 10, Gabriel Jesus tentará ajudar a conduzir o Brasil ao sexto título da Copa do Mundo sub-20. A seleção canarinho venceu em 1983, 1985, 1993, 2003 e 2011. De todas as conquistas, só um camisa 10 não entregou o que prometia. Em 1993, Adriano Gerlin da Silva estava no Guarani e foi convocado para ser Bola de Ouro do Mundial da Austrália. Apesar do título conquistado ao lado de atletas como Dida, Argel, Caíco e Jardel, Adriano não foi o craque que prometia. Passou pelo São Paulo duas vezes e também vestiu a camisa do Atlético-MG, mas nunca teve sequência no elenco profissional da Seleção.

Para sorte de Gabriel Jesus, Adriano é exceção. Em 1983, foi Bebeto o camisa 10 da Seleção Brasileira sub-20. Dois anos depois foi a vez de Muller ser vencedor. Já mais recentemente, os campeões com a camisa 10 foram Nilmar (2003) e Philippe Coutinho (2011). Os quatro conseguiram boa sequência e reconhecimento na Seleção principal.

Tirando os títulos, os últimos 20 anos foram de bons camisas 10. Exemplos não faltam: Alex (Coritiba, hoje aposentado, 1997), Edu (São Paulo, sem clube, 1999), Júlio Baptista (São Paulo, hoje no Cruzeiro, 2001), Evandro (Atlético-PR, hoje no Porto, 2005), Renato Augusto (Flamengo, hoje no Corinthians, 2007) e Giuliano (Internacional, hoje no Grêmio, 2009). A bênção da camisa 10 aguarda seu mais novo candidato.



  • Suspenso da rodada passada da Série B, empate entre Atlético-GO e Botafogo por 0 a 0, em Brasília, o atacante Rodrigo Pimpão voltou a treinar entre os titulares nesta quarta-feira. Com isso, ele deve retornar ao time na partida contra o Vitória, sábado, às 16h30, no Estádio Nilton Santos. No início da temporada, René Simões o alertou sobre a quantidade de cartões recebidos no ano passado, quando defendia o América-RN. Agora, ele garantiu que aprendeu a lição para não ficar suspenso mais vezes na temporada.

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  • Josinei Marcos da Silva

    boa noite!!!

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