Conheça atacante de 15 anos que cativou Fernando Diniz e já é tratado como joia



Você provavelmente nunca ouviu falar de Caio Mota da Silva, mas é bem possível que um diretor do seu clube do coração já tenha tocado neste nome em algum momento das últimas semanas. Aos 15 anos, o jogador do Osasco Futebol Clube é um dos principais goleadores do Campeonato Paulista sub-17 e mostra recursos técnicos que diversas pessoas ouvidas pelo LANCE! consideram “raros”. Foi a partir do relato empolgado de uma dessas pessoas que o blog buscou informações, números e detalhes sobre o possível candidato a fenômeno do futebol paulista.

Clubes, empresários, olheiros e amantes do futebol de base estão de olho na promessa de 14 gols em sete partidas do Estadual. E quem convive com Caio Mota sabe que o status e a curiosidade não são surpreendentes.

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– Vejo o Caio como um jogador diferente, um jogador que no Brasil hoje temos escassez. Ele é um 9 de ofício com muito recurso técnico e uma inteligência boa para jogar. Hoje ele é o mais novo do meu time titular e defino como um jogador diferente, alguém que em pouco tempo pode atingir um nível muito alto – diz Alexandre Silva, técnico do Osasco no Paulista sub-17, e que auxilia na lapidação de Caio Mota desde a categoria inferior.

O jovem nascido em 2001 marcou 16 gols no Campeonato Paulista sub-15 do ano passado, ainda aos 14 anos. Promovido precocemente ao sub-17, foi o principal nome em campo de um amistoso contra o sub-20 em que os mais velhos não viram a cor da bola. Um dos relatos deste amistoso é de um gol de cobertura e uma assistência de Caio Mota, mesmo jogando contra os jogadores nascidos em 1997. Além das estatísticas, uma descrição subjetiva: o atacante joga simples e é um finalizador nato.

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Quem observou todo esse processo foi Fernando Diniz, ex-técnico do Osasco Audax, vice-campeão paulista do ano passado e afeito ao trabalho com jovens jogadores. O treinador ficou encantado com o potencial mostrado por Caio Mota e cogitou integrá-lo ao elenco profissional, o que não aconteceu porque ele ainda tem 15 anos e não é autorizado por lei a firmar um vínculo profissional. Por isso, a promessa permaneceu uma semana realizando treinamentos, foi avaliado internamente e em seguida voltou para a base.

– Essa semana de treinos no profissional só gerou mais confiança nele, que é um menino que encara as coisas com muita naturalidade. Por isso eu digo que ele é diferente em todos os aspectos: é como se não tivesse acontecido nada. Ele é muito tranquilo, seguro, humilde, educado, tem um respaldo familiar grande. Minha maior preocupação agora é com o lado humano, essa questão de mostrar a ele o caminho, de orientar a ter ações na vida pessoal que reflitam no lado profissional – completa Alexandre, atleta profissional por 21 anos e que trabalha nos bastidores desde 2012.

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Caio Mota disputou sete partidas pelo Paulista sub-17 e não fez gols em somente uma delas. Nas outras, balançou as redes no mínimo uma vez. Contra o São José, por exemplo, foram quatro gols na mesma partida. A filosofia ofensivista do técnico Alexandre Silva e do próprio modelo de jogo das franquias do Osasco ajudam, mas é notório o destaque individual do camisa 9. E não é de hoje.

No ano passado, o atacante marcou dois gols no Paulista sub-15 contra o São Paulo, no Centro de Formação de Atletas de Cotia. O feito foi suficiente para Caio Mota entrar na lista de jogadores monitorados pelo Tricolor. O perfil Aspirantes Tricolores, especializado nas categorias de base do clube, por exemplo, já até postou vídeos de gols do camisa 9 do Osasco.

Além do Osasco, Caio Mota passou pelo Palmeiras na categoria sub-13 e pela Portuguesa no sub-11. Os próximos passos dependem da confirmação do potencial.



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