Projeto de carreira e estrutura: por que uma joia brasileira escolheu a Espanha



Caio Emerson vestiu as camisas de Cruzeiro e Corinthians nas categorias de base. Pelo clube mineiro, foi campeão estadual no sub-13 e no sub-15, e duas vezes artilheiro e melhor jogador do Campeonato Mineiro infantil. Já na equipe paulista teve como principais conquistas a Taça BH, o Mundial sub-17 de 2015 e a Copa do Brasil sub-17 do ano passado, competição em que também foi o principal goleador. De 2010 a 2013 em um clube e 2014 a 2017 em outro, números e potencial para se tornar um jogador de alto nível no futebol nacional, certo? Errado. A história não foi bem assim.

Livre de contrato desde fevereiro, o jogador de 18 anos assinou seu primeiro contrato profissional nesta semana, fora do Brasil. Será no espanhol Granada, clube que já aposta em algumas promessas brasileiras, que Caio fará a transição da base para o futebol profissional, com contrato válido até 2021.

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Sem acerto pela renovação com o Corinthians, o brasileiro foi seduzido por um elaborado projeto de carreira no futebol espanhol, com bases bem diferentes daquelas que podiam gerar sua permanência no Brasil. O blog apurou algumas das condições que convenceram a joia brasileira de que era uma boa ideia ir para a Europa antes mesmo da consolidação no futebol nacional. Um caminho, aliás, percorrido por um número cada vez maior de promessas.

Além do contrato de quatro temporadas, Caio Emerson terá gatilhos financeiros por produtividade. Comum nos primeiros vínculos de jovens jogadores na Europa, o recurso é acionado quando o garoto atingir um determinado número de partidas como profissional. Quanto mais minutos, mais faturamento.

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A estruturação da carreira a médio e longo prazo ainda prevê adaptação ao futebol espanhol com experiência no time B do Granada, que disputa torneios oficiais e prepara os meninos. Hoje, o Granada B conta com quatro brasileiros: Hugo Gomes (nascido em 1995, ex-São Paulo), Matheus Santana (nascido em 1998, ex-Guarani), Jean Carlos (nascido em 1996, ex-Real Madrid e Seleção Brasileira sub-20) e Matheus Aias (nascido em 1996, ex-Ponte Preta). No caso de Caio Emerson, a ideia é ficar no time B no mínimo até o fim da temporada europeia, no meio do ano. Assim, ele retornaria para 2017/2018 após as férias já como atleta da equipe principal.

Para acelerar a adaptação, o jogador terá aula de idiomas e um estafe do clube à disposição dele e de sua família – nestes primeiros dias, sua mãe tem feito companhia no dia a dia. Quanto mais cedo estiver adaptado à Espanha e ao futebol local, mais cedo Caio passará a trabalhar com o elenco principal do Granada. Em todos os casos, conquistas individuais dependem unicamente do desempenho.



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