Brasil é campeão do Sul-Americano sub-17 e se enche de esperanças com o time olímpico



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Depois do fracasso com o time sub-20 comandado por Alexandre Gallo, a Seleção Brasileira conseguiu aliviar os corações dos mais temerosos com o futuro e garantiu o título do Sul-Americano sub-17 na noite deste domingo. Apesar de ter perdido por 1 a 0 para a Colômbia, o Brasil já havia entrado em campo campeão, pois a Argentina empatou com o Equador e o Uruguai não conseguiu superar o Paraguai. Sem seus dois principais concorrentes pelo caminho, a equipe do técnico Caio Zanardi levantou a taça e correu para o abraço.

O título do sub-17 coroa uma geração que enfrentou diversos problemas na transição do sub-15, mas superou cada um deles com as conquistas do Quadrangular de Seleções, no Chile, do torneio Nike Friendlies, nos Estados Unidos, e agora do Sul-Americano, que foi disputado no Paraguai. Assim, o Brasil estará no Mundial sub-17. O principal torneio da categoria ocorre no Chile, entre outubro e novembro deste ano.

O diferencial da Seleção Brasileira que marcou 18 gols em nove partidas, envolvendo primeira fase e hexagonal final, foi a qualidade do toque de bola, a evolução do comportamento tático ao longo da competição e o poder de reação. Não à toa, foram 14 gols sofridos e três derrotas nestas nove partidas. Uma campanha que poderia ser considerada irregular, mas o argumento cai por terra quando se nota que as partidas foram verdadeiras batalhas nas veias abertas do Paraguai, com expulsões, cusparadas, atos de racismo e até agressões.

Mas vamos ao futebol: Leandro, atacante da Ponte Preta, foi o principal destaque e artilheiro do torneio, com oito gols marcados. Além do faro de gol, o jovem se destaca pelo empenho na recomposição e pela versatilidade, já que atua como centroavante ou de lado. Um jogador moderno, pronto para ser testado no time profissional da Macaca. Além dele, houve outros destaques pontuais: Andrey, do Vasco, pela impressionante regularidade e Evander, também do Vasco, pela capacidade de finalização e leitura de jogo.

Matheus Pereira, do Corinthians, e Lincoln, do Grêmio, talvez os dois mais badalados, foram bem irregulares durante a competição, apesar de importantes. Kleber, do Flamengo, e Caíque, do São Paulo, foram também bastante úteis, assim como Marco Túlio, do Atlético-MG.

SELEÇÃO OLÍMPICA EMPOLGA

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Alexandre Gallo se mostra bem mais confortável no comando da Seleção olímpica do que na sub-20. E a geração ajuda! Lucas Silva, Rafinha, Rodrigo Caio, Alisson, Talisca, Vitinho, Felipe Anderson… Exceção feita ao gol, posição em que a escassez de nomes é evidente, o Brasil está bem servido em todos os outros setores para os Jogos Olímpicos de 2016. Em dois amistosos realizados nos últimos dias, a equipe sub-23 goleou o Paraguai por 4 a 1 e empatou em 0 a 0 com o México – neste segundo jogo, atuou com os considerados reservas.

Na estreia, o cruzeirense Alisson distribuiu três assistências e participou ativamente do jogo, com muita movimentação e abertura de espaços. Vitinho fez dois gols, sendo um belíssimo, de voleio, e Rafinha mostrou boa capacidade de leitura de jogo. Além deles, Rodrigo Caio foi impecável à frente da zaga e como capitão e Anderson Talisca também mostrou que é nome certo na lista para 2016.

Com uma equipe alternativa, a missão no segundo jogo foi mais difícil, mas ainda houve destaques, como o zagueiro Gustavo Henrique, o goleiro Jean e a dupla Vinicius Araújo e Marcos Guilherme. A disputa está aberta, e é bom que os clubes abram os olhos para quem está chegando.



  • maxwell

    blz

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