Ex-árbitro vira dirigente: ‘Meu time fará dez gols, o árbitro não tem como anular todos’



Após 17 anos apitando futebol profissional, Rodrigo Braghetto se aposentou da função em maio de 2013, pouco depois de ser afastado da final do Campeonato Paulista daquele ano por conta da descoberta de que uma empresa dele prestava serviços ao Corinthians, clube que enfrentou o Santos na decisão. Já graduado em Educação Física e Administração de Empresas anteriormente, o ex-árbitro mudou de horizontes e apostou na gestão esportiva após pendurar o apito.

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– Teve minha parada repentina e logo depois já comecei a fazer gestão. Eu tinha um projeto de escolas de futebol e uma ONG em São Paulo desde que estreei na Primeira Divisão, em 2000. Então sempre tive minha gestão não profissional, aí parei de apitar e me dediquei de vez – explica Braghetto.

A primeira experiência do ex-árbitro como dirigente tem sido no Clube Atlético Paulistano, da cidade de São Roque, interior de São Paulo. Rodrigo Braghetto é presidente da equipe que disputa atualmente o Torneio Paulista, organizado pela Federação Paulista de Futebol nas categorias sub-15 e sub-17. Ao lado de Bebeto Stival, ex-superintendente de futebol do Santos, o ex-árbitro montou os times infantil e juvenil do Paulistano, que faz campanhas regulares nos dois campeonatos.

– São Roque tem 80 mil habitantes, e o futebol é um entretenimento para a cidade. Por isso que fiz clínicas de futebol só aqui na região, Mairinque, Araçariguama, mais de 500 meninos fizeram avaliações, deram sequência e hoje são 56, sendo 28 em cada categoria – conta o dirigente.

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Apesar de novato na função, Rodrigo Braghetto assumiu a presidência do Paulistano com a experiência de quem já viveu quase duas décadas dentro do futebol, mas numa função bem diferente. Para aproveitar os conhecimentos da arbitragem na formação dos meninos, ele já sabe o que fazer.

– Meu time vai fazer dez gols, porque o juiz não tem como anular todos ou marcar 11 pênaltis contra – brinca Braghetto, antes de explicar.

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– Estive na Federação recentemente, com Ednilson Corona e José Henrique de Carvalho, e disse que nos jogos do Paulistano eles podem escalar os árbitros novos, sem problema. Dirigente só vem à Federação reclamar de arbitragem, é uma cultura. Mas aqui vamos mudar um pouco disso. Tenho 41 anos de idade, fiquei 20 na Federação e aprendi muito com a arbitragem em relação a temas como senso de equilíbrio, justiça, esporte pelo esporte, e é tudo o que tenho passado aos meninos do Paulistano – relata.

Os times sub-15 e sub-17 do Paulistano já participaram de palestras sobre relacionamento de jogadores com arbitragem, e o plano de Rodrigo Braghetto é faturar pelo menos o Troféu Fair Play do Torneio Paulista, entregue ao time com menos cartões e faltas cometidas.

– Se alguém for expulso eu expulso de novo!



  • Daniel Lerner

    Super competente Braghetto, você merece!!!

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