Artilheiro do Paulistão sub-17 nasceu no Japão e já está no radar dos grandes do Estado



Em 2014 foi a vez do precoce Gabriel Jesus, que atingiu a incrível marca de 37 gols em 22 jogos no Campeonato Paulista sub-17 e subiu pouco tempo depois para o time profissional do Palmeiras, do qual faz parte atualmente. Neste ano, o principal goleador do torneio estadual não joga em time grande, mas também se apresenta como promessa. Bruno Camacho Arimoto fez 19 dos 50 gols do Grêmio Prudente até aqui, e ajudou a equipe a chegar à liderança de seu grupo no Paulistão sub-17 sem nenhuma derrota em 15 partidas.

(Foto: Esporte em Ação)

(Foto: Esporte em Ação)

Classificado com larga vantagem na primeira fase, o Grêmio Prudente tem sete pontos em três jogos desta nova etapa do Estadual, e segue a passos firmes rumo à disputa do título com outros clubes de campanhas parecidas, como São Paulo, Palmeiras, Corinthians, Santos, Mirassol e Red Bull Brasil. A diferença é que nenhum deles tem um camisa 9 tão inspirado.

– Nunca vi tanta união como aqui no Prudente. Já estive em times grandes, e o que mais se vê é vaidade. Você chega em um clube e os meninos te olham diferente, acham que você é marrento, aí não tocam a bola e ficam se gabando. Eu só escutei e aceitei, enquanto via um grupinho aqui, grupinho ali, gente fingindo que é amigo, mas fora é cada um por si. Aqui é diferente, e estamos atrás desse título – explica o garoto nascido em março de 1998, mas que a bola já deixou experiente.

Bruno Camacho nasceu na cidade de Hirakata, a quarta maior da província de Osaka, no Japão, e tem três nacionalidades: japonesa, pela origem e pela família paterna (o avô também nasceu no país), espanhola pela família materna (a avó é de lá), e brasileira, já que seus pais são daqui mesmo. Na época do nascimento de Bruno, os pais trabalhavam no Japão, e o garoto viveu por lá até os três anos. A mudança veio em 2001, quando a família se instalou em Rondonópolis, no Mato Grosso.

Grêmio Prudente no Paulistão sub-17 (Foto: Esporte em Ação)

Grêmio Prudente tem campanha invicta no Paulistão sub-17 (Foto: Esporte em Ação)

De lá, o garoto iniciou sua trajetória no futebol quatro anos depois, mas sem grandes pretensões até ser observado pelo Rondonópolis Esporte Clube. O hobby virou profissão e Bruno Camacho começou a despertar olhares interessados de outros clubes nos campeonatinhos que disputava. Em 2012 foi parar no Fluminense e permaneceu por oito meses na conceituada base de Xerém. Sem sequência, seguiu para o Cruzeiro, onde passou mais nove meses sem sucesso.

Naquele período, Bruno fez parceria com dois empresários de intensa atividade no interior de São Paulo, e a dupla trouxe o garoto para o Mirassol e em seguida para o Grêmio Prudente, onde as coisas se encaixaram e o faro de artilheiro começou a chamar atenção. Hoje, ele é responsável por mais de um terço dos gols marcados pela equipe que é líder de seu grupo na segunda fase do Paulistão sub-17. Disparado na artilharia, o atacante tem seis gols de vantagem em relação ao perseguidor mais direto, que é o palmeirense Artur.

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O Palmeiras, aliás, pode acabar sendo um destino de Bruno Camacho após o fim do contrato com o Grêmio Prudente, em dezembro de 2015. Não só o Verdão como os outros grandes do Estado e mais algumas forças de outras regiões andaram sondando os empresários diante da possibilidade de uma boa aposta de graça para os próximos meses. Bruno, porém, mantém os pés no chão.

– Eles falam para mim que tem gente de time grande atrás, os quatro de São Paulo, Grêmio, Fluminense… Mas não é para eu ficar ansioso, preciso continuar com os pés no chão, focado no futebol e sempre pensando dentro de campo. Foi assim que eu cheguei às marcas que eu consegui até agora, né? – questiona-se Bruno Camacho, consciente de que o trabalho feito até agora não vai adiantar nada se o Grêmio Prudente perder a força na reta final do Paulistão sub-17.

Inspirado em Falcao García, de quem não vê “ninguém falando mal na mídia”, Bruno Camacho sonha em melhorar a vida da família com o futebol. Longe de casa desde fevereiro, ele já idealiza o primeiro contrato profissional da carreira e a evolução das perspectivas, com destino à seleção. Mas qual seleção, Brasileira ou do Japão?

– O sonho é a Seleção Brasileira. Mas a que aparecer primeiro já está valendo – conta, aos risos.



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