21 dias na China mudaram pensamento e fizeram promessa ‘furar fila’ no gol em SP



Arthur começou no futebol aos 15 anos e já passou por Caldas-GO, Vila Nova, PSTC-PR, Avaí e São Carlos antes de chegar ao Desportivo Brasil, que defende desde o início de junho. Hoje aos 18, o goleiro enfim encontrou condições ideais para desenvolver seu potencial: o clube tem projeção no cenário das categorias de base, não vive crise financeira e dá chances ao garoto, que nas outras andanças do futebol jamais havia vivido o que se tornou realidade em 2017. E tudo isso graças a 21 dias na China…

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A história é a seguinte: a chegada do jovem jogador ao Desportivo Brasil foi mais ou menos como uma aposta, porque o clube precisava de um goleiro nascido em 1999 para inscrever na Weifang Cup, competição da categoria realizada anualmente na China. Durante seu monitoramento de mercado, o clube encontrou Arthur no São Carlos. As credenciais eram boas, especialmente em razão de uma temporada inteira revezando treinos como profissional e júnior no Avaí, que havia voltado à Série A do Brasileirão no fim de 2016.

– Não tem palavras para explicar o que foi aquela experiência… – reflete Arthur, questionado pelo blog sobre a disputa da Weifang Cup.

Contratado pelo Desportivo Brasil por necessidade, o goleiro estreou como titular da equipe sub-20 na China, encarando adversários como Chivas (MEX), FC Tokyo (JAP) e Wolfsburg (ALE). O time paulista acabou vice-campeão do torneio, e Arthur sofreu apenas seis gols. Aos 17 anos, ele voltou ao Brasil com a confiança de toda a comissão técnica e virou titular da categoria sub-20 antes mesmo de completar 18 anos – o que ocorreu na última terça-feira, aliás. Tudo graças… à China!

– Cheguei como uma aposta, cheguei para ser mais um, e de cara vivi uma experiência internacional. Sou do interior de Goiás, de Caldas Novas, uma cidade que recebe turistas do mundo todo. Só que eu nunca imaginei que com 17 anos atravessaria o mundo para disputar um torneio na China com times de tantos lugares do mundo. Vivi uma outra cultura, um mundo diferente do que estou acostumado. Valeu muito a experiência, ganhei maturidade e a confiança de todos – diz o garoto, que só teve problemas na China em outra área. Ele explica!

1.jpg]– Foi difícil na parte da comida, cara (risos). O café da manhã parece que estamos almoçando, porque é muito arroz. E um arroz duro, sem gosto (risos). Comi umas larvas, carne de uma ave que eu não sei o nome. Tive dúvida se comia escorpião, mas quando vi que era vivo no espeto não dava! Muito ovo, frango picante e torrada. Foram 21 dias assim, mas quando a gente ganhava os jogos era Burger King ou McDonald’s, isso ajudava.

Filho de pai corintiano, longe de casa há três anos e dono de sonhos ousados, como a Seleção Brasileira sub-20 e a Copa São Paulo de Juniores de 2018, Arthur está em boas mãos no Desportivo Brasil. O preparadr de goleiros do clube é Zé Mário, que teve passagem de destaque pelo Palmeiras, quando trabalhou com jogadores como Bruno, Sérgio, Velloso e… Marcos.

– Até o Avaí eu não tinha tido preparação de verdade. Lá eu amadureci. Mas aqui no Desportivo é um trabalho totalmente diferente. Não existem cones, cordas, estacas, é só bola, gol e muita coisa. Ele te passa muita confiança, acredita muito no meu trabalho, sempre fala que me vê lá na frente. Na China tivemos uma conversa muito produtiva, em que eu falei de mim, o que passei para estar ali. Ele me falou muitas coisas, orientou. Agora minha missão é evoluir a cada dia como goleiro.

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Desde a volta da China, Arthur foi titular em cinco partidas do Campeonato Paulista sub-20 e sofreu apenas dois gols. Ni hao!



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