Quais os cinco brasileiros com mais chances de entrar na NBA? - Café Belgrado

Quais os cinco brasileiros com mais chances de entrar na NBA?



Já chegou a hora de especular sobre o Draft da NBA de 2019! Como o amigo leitor já sabe, o Café Belgrado é fanático pelo processo de seleção de jovens talentos para a principal liga de basquete do mundo. Deste modo, nem bem começou a temporada do basquete profissional e já começamos a alimentar a expectativa do próximo recrutamento.

Acredito que o Brasil tem cinco jogadores no radar, ainda que nenhum deles apareça com muita chance por enquanto. São meninos ainda longe da idade limite, mas é comum que os times apostem também em “internacionais” mais jovens antes de sua data limite pra elegibilidade. Como não há nenhum brasileiro de grande projeção nascido em 1997, nossos melhores nomes para 2019 são também os melhores para 2020 e até 2021.

Sem optar por uma ordem de qualquer tipo, elenco aqueles que parecem ter as melhores possibilidades. Se não para o ano que vem, para o futuro próximo. É evidente que tem meninos muito jovens hoje que apresentam um potencial de furar a fira. Este post não é propriamente sobre estes, mas sobre aqueles mais bem cotados atualmente – todos já atuando no profissional:

Yago (1999 – elegível até o Draft de 2021)

O pequeno demônio do Paulistano é o jovem mais famoso do basquete nacional. Monstruoso para o nível local, seu potencial perde impacto se projetado ao cenário mundial. O impeditivo é relativamente óbvio: sua altura. Jogadores como ele, com menos de 1,80m, têm de ser máquinas absolutas de pontuar para chegar à NBA. Uma vez que se supera esse limite, Yago precisa se provar melhor que os 10.653 armadores que a NCAA produz, de inacreditável qualidade. É uma montanha enorme pra escalar. Ele tem tempo pra isso.

Felipe dos Anjos (1998 – elegível até 2020)

Uns com pouco, outros com tanto. Felipe dos Anjos foi medido ano passado com 2,20m. Ainda estava em fase de crescimento. Há quem especule que o menino de 20 anos já chegou aos 2,22m. Não dá pra dizer que isso é exatamente uma dádiva. O ideal teria sido parar de crescer ali pelos 2,14m, sobretudo para a NBA desses tempos. Com contrato junto ao Real Madrid, Felipe tem rodado por diferentes times menores da Espanha sem ganhar espaço. Até agora é um menino enorme que tem tentado aprender a jogar em alto nível. Se conseguir ser minimamente sólido, pode chegar a um nível interessante. Sei que vocês ficaram curiosos, então vai um vídeo dele aí pra curtir:

Gabriel Jaú (1998 – elegível até 2020)

Dos talentos brasileiros, Jaú é o único que apareceu listado como potencial escolha no último Mock do Draft Express – o principal veículo de análise de prospects dos Estados Unidos. Ele aparece listado na escolha 58. Atualmente, Jaú, ala de Bauru, está se recuperando de uma grave lesão no joelho, mas a recuperação está excelente. A projeção do garoto é estar de volta às quadras em fevereiro. Por conta desta contusão, Jaú não pôde disputar o sub21 na Argentina – onde poderia fazer mais ainda por seu hype. Seu técnico, Demétrius, disse em entrevista para o Café Belgrado que o considera mais adequado ao basquete de elite europeu do que propriamente à NBA. De todo modo, ele está no radar dos americanos – e já até apareceu no top 10 do Sportscenter depois de uma enterrada monstruosa do camp em Treviso.

Didi Louzada (1999 – elegível até 2021)

O Kawhi Capixaba, Didi já mostrou que é capaz de evoluir neste início de 2018. Não passou despercebido pelos scouts, que já passaram a colocar seu nome no radar. Com o excepcional nível demonstrado no sul-americano sub21 e o crescimento entre os profissionais, é possível que ele consiga atrair alguma atenção nos próximos meses. Tem tempo até esgotar sua elegibilidade para o Draft da NBA, e sua projeção como jogador vai dizer até onde ele poderá chegar.

Michael Uchendu (1998 – elegível até 2020)

Maicão, ou Michael Uchendu, é outro que está no radar dos scouts já há algum tempo. Neste ano, fez a transição para a Europa, que pode impulsionar demais o seu valor para olheiros – que gastam muito mais tempo observando campeonatos no Velho Continente do que nas Américas. A questão é ganhar tempo e espaço na Leb Ouro, segunda divisão espanhola, e conseguir aprender cada vez mais.

 

 



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