Liga Sul-Americana anuncia grupos: Flamengo, Franca e Instituto são os favoritos - Café Belgrado

Blogs Lance!

Café Belgrado - LANCE!

Liga Sul-Americana anuncia grupos: Flamengo, Franca e Instituto são os favoritos



A FIBA Américas anunciou nesta quarta-feira (29) os grupos e as  sedes dos quadrangulares da primeira fase da Liga Sul-Americana de Basquete. Com quatro brasileiros de bom nível, a expectativa é que a competição anime os primeiros meses de temporada do basquete continental.

De largada, Flamengo, Franca e Instituto se apresentam, ao nosso ver, como as principais forças da competição. No entanto, a distância destes para Bauru e Quimsa não é tão grande assim. Além deles, Libertad Sunchales, Minas Tênis Clube e Aguada correm por fora com chances interessantes de surpreender na competição.

Grupo A (Franca)
Datas: 2 a 4 de outubro

Franca (Brasil)
Instituto (Argentina)
Leones de Quilpué (Chile)
Aguada (Uruguay)

Grupo B  (Macas)
9 a 11 de Outubro

ICANN de Macas (Equador)
Olimpia (Paraguai)
Regatas Lima (Peru)
Campeão da Liga Boliviana (Bolívia)

Grupo C (Cali)
Data: 16 a 18 de Outubro

Fast Break del Valle (Colômbia)
Quimsa (Argentina)
Bauru (Brasil)
Minas Tênis (Brasil)

Grupo D (Montevidéu)
Datas: 23 a 25 de outubro

Goes (Uruguai)
Libertad de Sunchales (Argentina)
C.R.Flamengo (Brasil)
Welcome (Uruguai)

Flamengo

Os rubro-negros chegam turbinados pela contratação de Gustavo De Conti, técnico atual campeão do NBB pelo Paulistano. O jovem e vitorioso treinador trouxe junto com ele Deryk, Jhonatan e Nesbitt, três peças de indiscutível importância para a campanha vitoriosa no time paulista. Com a manutenção de nomes como Anderson Varejão, Olivinha e Marquinhos e a contratação do talentoso armador argentino Franco Balbi, os cariocas sabem que precisarão corresponder em quadra desde o minuto 1 e a Liga Sul-Americana será certamente o primeiro desafio de bom nível após o fraco Estadual do Rio de Janeiro.

Embora não enfrente nenhuma força da competição na primeira fase, o Flamengo não terá caminhada das mais simples: jogará duas vezes como visitante no quadrangular inicial. Isso porque Goes e Welcome são de Montevidéu, cidade que sediará o grupo D. Além dos dois clubes anfitriões, o Fla ainda terá de medir forças contra o Libertad de Sunchales, que não é exatamente uma potência, mas não deixa de ter um bom elenco para este nível.

Franca

Assim como o Flamengo, Franca também decidiu por mudanças estruturais. No entanto, ao contrário do que manda a cartilha – “se não posso demitir o time inteiro, demito o técnico”, os francanos optaram pelo caminho menos habitual: reformularam quase todo o seu elenco e mantiveram Helinho no comando.

Seguindo a mesma estratégia do time do Rio, os paulistas também foram buscar titulares dos atuais campeões do NBB: acertaram com Elinho, o melhor armador do campeonato, e Lucas Dias. Do time vice-campeão, trouxeram Jimmy, que vem evoluindo ano após ano. As principais contratações, no entanto, vieram respectivamente de Bauru e Vasco: o decisivo Rafael Hettsheimeir, um dos melhores pivôs do país, e David Jackson, um dos melhores americanos da história do NBB.

Não bastasse a volúpia no mercado, Franca ainda tem em suas fileiras dois dos melhores jovens do país: Didi e Alexey. O primeiro, apelidado de “Kawhi Capixaba” pelas atuações no último Sul-Americano sub-21 já foi convocado para a seleção adulta e parece estar em uma evolução constante. O armador, que surgiu como promessa há algumas temporadas e sofreu com lesões já vem jogando o fino no Paulista, se mostrando uma sombra e tanto para Elinho.

Os francanos, no entanto, terão uma chave pesadíssima logo de cara: enfrentarão uma potência do basquete argentino -o endinheirado time do Instituto de Córdoba – e a maior potência atual do basquete uruguaio, o Aguada. O Leones, do Chile, deve ser o saco de pancadas em um triangular informal que só poderá classificar dois.

O Instituto, que tem em suas fileiras jogadores como Leandro García Morales, Pablo Espinoza, Scala, Wheelan, Sam Clancy e Luciano Gonzales, foi um dos poucos times que conseguiu impor resistência ao poderio do San Lorenzo no ano passado, e aposta muito na Liga Sul-Americana.  O ponto positivo para os francanos é que o time conseguiu trazer para o Pedrocão a sede do grupo que abre a competição.

Bauru e Minas

Bauru e Minas terão experiência similar no grupo C. Assim como os chilenos do Leones não devem impor dificuldade a ninguém, o Fast Break del Valle, apesar do nome pomposo e de ter atraído a sede do evento, não deve incomodar brasileiros e argentinos.

Neste caso, Quimsa, Bauru e Minas lutam por duas vagas. Entre os três, o melhor time parece ser o do interior paulista. Ainda tendo perdido suas duas maiores referências – Alex por lesão e Hettsheimeir para o Franca, os bauruenses trouxeram de volta Jé, buscaram Lucas Mariano e fizeram uma bela aposta em Cauê e Gustavo Basílio.

O outro time brasileiro, o Minas Tênis Clube, de Belo Horizonte, pode ainda surpreender, uma vez que conseguiu manter a base do bom trabalho de Espiga do ano passado e ainda adicionou estrangeiros que parecem interessantes. De todo modo, precisamos vê-los em quadra antes de definir qualquer coisa.

O tradicional Quimsa de Santiago Del Estero é a segunda melhor equipe argentina na competição, que costuma fazer jogos seguros em um estilo controlado pelo bom treinador Silvio Santander. Como o time manteve a base que fez boa Liga Argentina no ano passado, é prudente respeitá-los.

Pistolando

Para animar os campeões nacionais de países sem tradição no basquete, a FIBA inventou uma regra peculiar para a Liga Sul-Americana: classificam os dois melhores de cada grupo mais o melhor terceiro por índice técnico, totalizando 7 agremiações. A oitava vaga vem de um grupo “de desenvolvimento”, termo que acabei de inventar. Um time do Equador, outro do Peru, outro do Paraguai, outro da Bolívia. Um destes times estará entre os oito da segunda fase, quando outros dois quadrangulares definirão os times finalistas.

Sai Final Four, entre Playoff Final

O campeão de cada grupo da segunda fase avançará para a grande decisão. O título será definido em um playoff final – em melhor de três. Disso, não reclamarei. O campeão garante vaga na Liga das Américas, que deveria ser o melhor torneio da América Latina (e oficialmente até é).

Como assistir? 

No Brasil, será possível acompanhar a Liga Sul-Americana de Basquete de dois modos. Pelo serviço pago da FIBA, que transmite todos os jogos, ou pelo SporTV, que detém os direitos de transmissão do torneio.



MaisRecentes

Análise Tática NBB: Vasco, por Rodrigo Galego



Continue Lendo

Corinthians faz peneira de Basquete na próxima semana



Continue Lendo

Análise Tática NBB: o Flamengo, por Rodrigo Galego



Continue Lendo

Autores

Guilherme Tadeu

Sociólogo, escreve sobre basquete na internet desde 2003. Criou o Draft Brasil, o blog Giro no Aro e o portal Basketeria, do qual foi editor-chefe. Desde 2017, é apresentador do Podcast Café Belgrado, que agora vira blog no site do Lance!

guilhermetadeudepaula@gmail.com

Lucas Nepomuceno

Contador, é especialista em finanças da NBA e escreve sobre basquete desde 2005. Foi colunista do Draft Brasil e setorista do Basquete Cearense no Portal Basketeria. Atualmente, é editor do Podcast Café Belgrado e responsável pelas “Tirinhas da NBA”.

lucasnepomuceno@gmail.com