Futuros reis do basquete africano: conheça a Ótima Geração Malesa - Café Belgrado

Futuros reis do basquete africano: conheça a Ótima Geração Malesa



A seleção de basquete sub18 do Mali conquistou, neste último domingo (02), o título do Campeonato Africano sub18, após vencer Senegal em um jogo duríssimo por 78 a 76. A conquista, suada, coroou um campeonato quase impecável do time malês.

Foto: FIBA África

A dificuldade encontrada na final se justifica, pois, como explicou o scout internacional Gabriel Andrade, o time senegalês era a outra grande potência da competição, com dois super talentos: Amar Sylla e Biram Faye.  O primeiro, já nas fileiras do Real Madrid, o outro, no tradicionalíssimo Estrela Vermelha de Belgrado – Falaremos da ótima geração senegalesa em outro episódio da série “Futuros Reis do Basquete Africano”.

Disputado em Bamako, no Mali, o campeonato foi um desfile de esperança para a população do país, que mostrou fascínio e empolgação por basquete, lotando o ginásio.

Na fase de classificação, venceram o Egito por 93 a 47, a Líbia por 110 a 48 e o Congo por 107 a 57. Já na fase decisiva, mais dois massacres impiedosos: nas quartas, aniquilaram o perigoso time tunisiano por 105 a 54 e passaram por cima dos tradicionais angolanos nas semifinais por 84 a 59.

Méritos para o time senegalês que impôs dificuldade e chegou a abrir seis de vantagem em dado momento do jogo. Ainda assim, a ótima geração malesa segurou as pontas e garantiu o triunfo, que vale menos como título e mais como projeção do que pode acontecer.

Os talentos do futuro malês

Siriman Kanoute

MVP do torneio africano sub18, Kanoute tem apenas 16 anos! É isso mesmo! Ele ainda tem mais dois anos para amadurecer e disputar este mesmo torneio do qual foi MVP. É um potencial monstruoso que já tem atraído a atenção de olheiros desde o ano passado, quando em um Africano sub16, mandou 50 pontos contra as Ilhas Maurício. Há algumas semanas, no Mundial sub17 da Argentina, ele apareceu novamente, desta vez mandando 37 pontos contra a respeitável seleção Sérvia. Ele terminou o principal campeonato do mundo em sua idade com 24 pontos de média.  No sub18 africano, teve 13.4 assistências, 5.6 assistências e 4.6 rebotes.

 

Abdoul Coulibally

O ala-pivô canhoto entrou no radar dos scouts internacionais depois do Mundial sub17 de 2017, quando também abaixo de sua idade, desempenhou excelente papel contra jovens mais lapidados do basquete europeu. Hoje, Coulibaly está nos Estados Unidos, se preparando para entrar na NCAA.

A ESPN o avalia como um projeto “quatro estrelas”, nada mal para alguém ainda pouco conhecido no basquete estadunidense. Segundo o site, ele já recebeu ofertas de bolsas de estudo de Boston College, Tulane e St. John’s. De todo modo, é possível que isso aumente depois do excelente rendimento no Africano sub18, onde dominou a tudo e todos, acumulando boas médias de 13 pontos e 10 rebotes por jogo.

 

Fousseyni Drame 

Com 12 pontos e 8 rebotes de média, Drame é outro malês que vem sendo lapidado nos Estados Unidos. Com incrível capacidade atlética, o ala já recebeu ofertas de Rutgers e St. John’s e deve atrair ainda mais atenção de universidades americanas.

Oumar Ballo

A joia da companhia, porém, atende pelo nome de Oumar Ballo, que neste campeonato especificamente foi apenas um coadjuvante.

Já escrevi sobre Ballo para apoiadores do Café Belgrado, e não me canso de empolgar com os talentos do jogador.

Com incrível potencial atlético e uma boa projeção internacional (foi treinado na Espanha e agora vai para os Estados Unidos), Ballo deve ser escolha alta de Draft nos próximos anos.

Uma ligeira olhada nesse vídeo com uma partida de 32 pontos e 32 rebotes do garoto de 16 anos contra meninos dominicanos de 18 jogando um Mundial da categoria pode ajudar a explicar os motivos:

Achou pouco? Nível baixo de competitividade? Então curta ele jogando na Espanha:

Destaques do título sub18 africano, esses atletas compõem um grupo geracional que é ainda mais amplo. Hoje, são pelo menos onze atletas de Mali treinando no High School americano. Vários deles chegarão a boas equipes na NCAA. Em um futuro próximo, estarão emplacando jogadores nas principais ligas do mundo – quem sabe até mesmo na NBA.

Vale ficar atento e ver o que acontece com essa geração, que promete assumir pela primeira vez em sua história, o controle do basquete africano. Tunisianos, egípcios, angolanos, camaroneses que não se preparem para ver o que acontece. Mali tem tudo para dominar o futuro



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